A Polícia Civil do Tocantins prendeu, neste domingo (13), Maria Luiza, de 22 anos, em Lagoa da Confusão, na região oeste do estado. Ela é suspeita de participar de uma organização criminosa interestadual envolvida com agiotagem e extorsão.
A captura ocorreu durante uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), iniciada na sexta-feira (11). A investigação tem como alvo um grupo que atuava no Distrito Federal, em Goiás e no Tocantins e também é suspeito de lavagem de dinheiro.
De acordo com a decisão judicial, Maria Luiza foi identificada em imagens de câmeras de segurança no prédio de uma das vítimas. A investigação também aponta que ela utilizava uma linha telefônica para realizar cobranças acompanhadas de ameaças.
O processo relata ainda que, depois da prisão de outros integrantes, a suspeita teria ido à casa de uma vítima acompanhada de um homem armado. No local, os dois teriam exigido uma cópia do depoimento prestado à polícia.
Investigação e apreensões
A apuração começou após um comerciante da Feira dos Goianos, em Taguatinga (DF), denunciar ameaças contra ele e familiares. Segundo o relato, as intimidações ocorreram depois que ele tomou dinheiro emprestado e não conseguiu pagar a dívida devido às taxas cobradas.
A polícia afirma que o grupo oferecia empréstimos com juros de até 20% ao mês. Mensagens, planilhas e áudios foram apreendidos durante as diligências. Em gravações analisadas pelos investigadores, devedores eram ameaçados de morte caso não quitassem os valores.
A organização teria movimentado cerca de R$ 10 milhões em oito meses, usando contas de empresas e de parentes para ocultar a origem do dinheiro. A Justiça expediu 47 ordens judiciais: 12 prisões preventivas, 18 mandados de busca e apreensão e 17 bloqueios financeiros.
As ações resultaram na apreensão de 10 armas de fogo, munições, oito veículos de luxo, documentos, cheques e dinheiro. Os investigados respondem por agiotagem, extorsão, organização criminosa armada e lavagem de dinheiro.








