Joinville, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Sul

Operação prende 11 suspeitos de agiotagem com atuação no DF, Goiás e Tocantins

Investigação aponta empréstimos com juros de até 20% ao mês, ameaças a devedores e movimentação de R$ 10 milhões em oito meses.

Operação prende 11 suspeitos de agiotagem com atuação no DF, Goiás e Tocantins
Foto: Polícia Civil/Divulgação

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu nesta semana 11 suspeitos de integrar uma organização criminosa especializada em agiotagem. O grupo oferecia empréstimos com juros de até 20% ao mês e, segundo as investigações, fazia ameaças para cobrar as dívidas.

Ao menos um alvo continua foragido. A operação cumpriu 47 mandados no Distrito Federal, em Goiás e no Tocantins: 12 de prisão preventiva, 18 de busca e apreensão e 17 de bloqueio financeiro.

Entre os presos está José Luiz Silva Sá, sargento reformado da Polícia Militar de Goiás. A polícia afirma que ele usava armas de fogo e violência para intimidar devedores. Adailton Fernandes de Oliveira também foi detido após ser identificado em um vídeo no qual aparece sentado em um sofá com grande quantidade de dinheiro. Na gravação, ele afirma que levou o valor em um saco e que o dinheiro entrava e saía rapidamente.

Ameaças e apreensões

Áudios enviados por duas mulheres mostram ameaças de morte contra pessoas que não quitassem as dívidas. Entre as frases registradas estão: “Vou encher a sua cara de bala” e “Hoje, eu só saio daqui com o meu dinheiro”.

A operação apreendeu oito carros de luxo, celulares, dinheiro, 10 armas de fogo e munição. De acordo com os investigadores, a organização fazia cobranças diárias e atuava no Distrito Federal, em Goiás e no Tocantins. Em oito meses, os investigados movimentaram R$ 10 milhões e usavam contas de familiares e de pessoas jurídicas para tentar lavar o dinheiro.

A investigação começou após um comerciante da Feira dos Goianos, em Taguatinga, pegar um empréstimo e não conseguir quitar a dívida. Os parentes dele passaram a receber cobranças por ligações e com violência.

A Polícia Civil orienta as vítimas a preservar mensagens, áudios e comprovantes de pagamento. “A agiotagem se alimenta, muitas vezes, do silêncio e do medo das vítimas”, afirmou o delegado Rogério Rezende. A recomendação é procurar a polícia e registrar ocorrência.

Os presos são investigados por extorsão, organização criminosa armada e lavagem de dinheiro. Ao fim da apuração, o Ministério Público decidirá quais crimes serão incluídos na denúncia à Justiça.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.

Mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5