Joinville, Sábado, 26 de setembro de 2026
Sul

Responsável por ocupação em Salvador nega cobrança e expulsão de moradores

Alessandra Rosa dos Santos afirma que a contribuição de R$ 100 foi discutida em assembleia e nega retirar ocupantes por falta de pagamento.

Responsável por ocupação em Salvador nega cobrança e expulsão de moradores
Foto: Google Maps

Alessandra Rosa dos Santos, responsável pelo Movimento Social Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL) e pela ocupação do Infinity Ecologic Residence, negou acusações de ex-moradores sobre cobrança de taxa e expulsões no prédio, localizado na Rua Marquês de Queluz, no bairro Pituaçu.

Os denunciantes afirmaram que ocupantes seriam pressionados a pagar R$100 para permanecer no imóvel e que poderiam ser retirados caso não contribuíssem. Alessandra disse que não vende lotes e declarou desconhecer ex-moradores de seu movimento envolvidos nas denúncias.

Taxa e cadastro

Também responsável pela Associação Beneficente de Apoio e Inclusão Social Rosa Guia, ligada ao FNL, a professora negou ter usado o nome do Ministério Público do Estado (MP/ BA) para obrigar ocupantes a preencher um formulário da entidade. Segundo ela, o preenchimento seria opcional.

Alessandra afirmou ainda que pessoas consideradas contrárias aos princípios do movimento podem ser convidadas a sair, com o cancelamento da ficha cadastral. Ela disse, porém, que ninguém é expulso por não ter condições de pagar a contribuição.

A responsável explicou que, desde agosto, o grupo faz uma vaquinha para melhorar a tubulação e outras estruturas do prédio. O valor de R$ 100 teria sido levado à discussão em assembleia. De acordo com Alessandra, moradores que ainda não conseguiram pagar não são cobrados e podem contribuir quando tiverem condições.

“Até então, ninguém é expulso porque não pode pagar. Pelo contrário, a gente acolhe”, afirmou Alessandra Rosa dos Santos. Ela acrescentou que precisa ser informada caso alguém em situação de vulnerabilidade tenha sido retirado da ocupação por esse motivo.

Acusações contra auxiliares

Ex-moradores apontaram Gilmar e Juarez como auxiliares de Alessandra. Segundo as denúncias, os dois entrariam em unidades e retirariam pertences de ocupantes que descumprissem regras ou não pagassem a taxa.

A professora negou que os homens agissem sob suas ordens para expulsar pessoas ou retirar móveis e objetos. Gilmar e Juarez não foram contatados.

Um homem identificado como Fidel também foi citado pelos denunciantes como parceiro de Alessandra. Ele entrou em contato, classificou as acusações como caluniosas e informou que poderia buscar a Justiça. Embora tenha conversado por telefone, não autorizou a divulgação do conteúdo e disse que enviaria uma nota por meio de seu setor jurídico. Não houve retorno até a publicação.

O Ministério Público também foi procurado por e-mail, mas não havia respondido até a noite de quinta-feira, 24.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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