FEIRA DE SANTANA — A Justiça manteve a prisão do motociclista por aplicativo suspeito de cometer violência sexual contra uma passageira de 19 anos. Ele foi detido em flagrante na última sexta-feira, 11, e passou por audiência de custódia nesta segunda-feira, 14.
Segundo a delegada Lorena Almeida, a vítima solicitou uma corrida depois de sair de um estabelecimento comercial. Durante o trajeto, percebeu que o motorista havia alterado o caminho. Conforme o boletim de ocorrência, ela estava sob efeito de bebida alcoólica e foi levada para a casa do suspeito.
A jovem relatou que, no imóvel, ocorreram atos de natureza sexual, embora tivesse afirmado que não queria permanecer no local nem praticar os atos. A delegada disse que não houve conjunção carnal, mas que teriam ocorrido outros atos libidinosos. Ainda conforme Lorena Almeida, a vítima repetiu que não queria os atos, enquanto o homem teria afirmado que “não ia acontecer nada de ruim com ela”.
Depois de atender uma ligação, o suspeito teria dito que levaria a passageira para casa. Segundo as investigações, ele a deixou no bairro do Tomba. Com a ajuda de uma amiga, a vítima foi à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), onde registrou a ocorrência e informou características físicas, roupas e a placa da motocicleta.
Prisão e depoimento
Equipes do Serviço de Investigação da Deam e do Grupo de Apoio Tático e Técnico à Investigação (GATTI/Sertão) localizaram o homem no bairro do Muchila, no Conjunto Feira X. Ele estava com a motocicleta indicada pela vítima e usava roupas compatíveis com as características informadas.
A prisão ocorreu no âmbito da Operação Mulher Segura, da Polícia Civil da Bahia. Levado à sede da Deam, o motociclista confirmou que transportou a jovem até sua casa, mas negou qualquer ato de natureza sexual ou libidinosa. Ele afirmou que a vítima teria querido ir ao imóvel, sem explicar o motivo de tê-la levado.
A delegada também informou que o homem não usava uma conta própria no aplicativo. De acordo com o depoimento, a conta pertencia a um amigo, que a teria emprestado ou alugado, mediante pagamento de uma taxa. O suspeito alegou que sua habilitação era provisória e que o aplicativo não aceitava esse tipo de documento.
Com a decisão da audiência de custódia, o homem continua preso e à disposição da Justiça.








