Joinville, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Sul

Policial militar aposentado de 103 anos é condenado por morte em Salvador

Emiliano Melo dos Santos recebeu pena de 4 anos e 10 meses, em regime semiaberto, com cumprimento em prisão domiciliar.

Policial militar aposentado de 103 anos é condenado por morte em Salvador
Foto: Divulgação redes sociais

O policial militar aposentado Emiliano Melo dos Santos, de 103 anos, foi condenado nesta quinta-feira, 24, pela morte de Welton Lopes Costa, em Salvador. A pena foi fixada em 4 anos e 10 meses de prisão, em regime semiaberto, com cumprimento em prisão domiciliar.

O crime aconteceu em agosto de 2021, quando Emiliano tinha 98 anos. Welton foi baleado durante uma discussão no Largo Dois de Julho, no Centro da capital baiana. A companheira dele também foi atingida pelos disparos, mas sobreviveu.

Emiliano respondia por homicídio com recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima e por lesão culposa. A defesa apresentou a tese de legítima defesa, mas o argumento foi rejeitado durante o julgamento.

Julgamento

A sessão ocorreu no Fórum Ruy Barbosa, no bairro de Nazaré, sob a presidência do juiz Vilebaldo José de Freitas Pereira. O júri popular havia sido determinado pela Justiça em 2023, mas o julgamento foi realizado apenas nesta quinta-feira, 24.

Oito testemunhas depuseram: cinco indicadas pela defesa e três pela acusação. Emiliano também foi interrogado antes dos debates entre as partes.

Relembre o caso

Welton foi morto em 22 de agosto de 2021, depois de ir buscar a companheira em uma padaria na região do Largo Dois de Julho. Segundo o irmão da vítima, Welbert, Welton aguardava a mulher para um compromisso e decidiu procurá-la após ela demorar a chegar ao carro.

Parte da discussão foi registrada por um morador. Nas imagens, Welton aparece ao lado da companheira e, depois, caminhando de costas para Emiliano. Os envolvidos saem do alcance da câmera e, segundos mais tarde, os disparos são ouvidos.

Moradores contiveram o policial aposentado até a chegada da polícia. Ele foi levado ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), prestou depoimento e alegou legítima defesa. Na ocasião, foi liberado e, posteriormente, passou a cumprir prisão domiciliar.

No dia seguinte ao homicídio, o prédio onde Emiliano vivia foi vandalizado e recebeu pichações com ameaças contra ele.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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