Joinville, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Sul

MP-BA quer levar empresário a júri por atropelamento de maratonista

Acusação afirma que motorista estava alcoolizado e dirigia a quase 90 km/h quando atingiu Émerson Pinheiro, que perdeu a perna direita.

MP-BA quer levar empresário a júri por atropelamento de maratonista

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) solicitou que o empresário Cleydson Cardoso Costa Filho seja julgado pelo Tribunal do Júri pela tentativa de homicídio duplamente qualificado do maratonista Émerson Pinheiro, de 30 anos. O atleta perdeu a perna direita após ser atropelado durante um treino.

O pedido foi apresentado pela promotora de Justiça Andrea Lemos Fontoura à 1ª Vara do Tribunal do Júri da capital, em um documento de 20 páginas. A acusação afirma que depoimentos e laudos do Departamento de Polícia Técnica (DPT) comprovam a materialidade do crime e indicam a autoria.

Perícia aponta velocidade acima do limite

Conforme a perícia oficial, o veículo era conduzido a quase 90 km/h em um trecho de orla urbana com limite máximo de 40 km/h. O DPT também apontou que a velocidade já estava acima do permitido antes da colisão e confirmou que o motorista havia consumido álcool.

O atropelamento aconteceu em agosto do ano passado, por volta das 5h40, na calçada da Avenida Octávio Mangabeira, na Pituba. O MP-BA sustenta que houve perigo comum, com risco para pedestres e frequentadores dos quiosques, e que a vítima não teve possibilidade de defesa.

Segundo a acusação, Émerson corria em uma área destinada a pedestres e protegida por balizadores de concreto quando foi surpreendido pelo automóvel. No dia 16 de agosto do ano passado, ele fazia o treino final para a Maratona de Buenos Aires. O carro invadiu o passeio em frente à Colônia de Pescadores, destruiu a proteção de cimento e derrubou um coqueiro.

Estado de saúde e situação processual

Internado no Hospital Geral do Estado (HGE), o estudante de educação física passou por cirurgias devido a múltiplas fraturas na perna esquerda e permaneceu cerca de 30 dias hospitalizado. Atualmente, realiza fisioterapia para adaptação e aguarda o cumprimento de uma decisão liminar para receber uma prótese.

Preso em flagrante e sem ferimentos, o motorista cumpriu 30 dias de prisão preventiva antes de obter liberdade provisória com restrições, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica. Na terceira audiência de instrução, negou que estivesse embriagado.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.

Mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5