Joinville, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Sul

MP-BA abre investigação sobre obras e acesso à praia em Camaçari

Apuração envolve possíveis danos a dunas e vegetação nativa, além de uma estrutura que teria restringido a passagem até a faixa de areia.

MP-BA abre investigação sobre obras e acesso à praia em Camaçari
Foto: Reprodução/Redes Sociais

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) instaurou investigação para apurar possíveis obras irregulares, danos ambientais e o bloqueio do acesso público a uma praia de Barra do Jacuípe, em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador.

A apuração é conduzida pela 5ª Promotoria de Justiça Regional de Camaçari e foi publicada no Diário da Justiça nesta quarta-feira, 9. O procedimento envolve intervenções realizadas entre um condomínio da região e a faixa de areia.

A denúncia aponta que as obras podem ter provocado a retirada de vegetação nativa e a degradação de áreas de dunas. Também teria sido instalada uma estrutura metálica para limitar a passagem do público até a praia.

Denúncia e fiscalização

O caso chegou às autoridades por meio de uma representação da Associação do Condomínio Aldeias do Jacuípe. Moradores atribuíram à empresa Patrimonial PP Ltda. a instalação da estrutura metálica com a finalidade de fechar o acesso à praia.

Após a repercussão, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) determinou a reabertura da passagem.

Em fiscalização, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente (Sedur) de Camaçari constatou que as intervenções e a instalação de tapumes haviam começado sem licença urbanística. A área é considerada de alta sensibilidade ambiental e tem proteção legal.

O local inclui corredores ecológicos da zona costeira e da orla marítima, além de uma Área de Preservação Permanente (APP), com aproximadamente 3.495 m² sujeita a restrições legais. Também há zonas de proteção associadas à linha de preamar máxima.

Apurações do MP-BA e do MPF

O promotor Luciano Pitta determinou que o MP-BA verifique se as obras seguem as autorizações administrativas concedidas, incluindo eventuais licenças ambientais simplificadas. A investigação também deve avaliar a extensão dos possíveis danos às dunas e à vegetação de restinga, além de outras irregularidades na execução.

O Ministério Público Federal (MPF) abriu uma apuração própria. O órgão investiga o possível bloqueio do acesso a uma área considerada bem de uso comum do povo, enquanto o MP-BA analisa os possíveis impactos ambientais e urbanísticos das intervenções.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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