Joinville, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Sul

Peixe-leão é capturado perto de banhistas no Porto da Barra, em Salvador

Dois animais foram retirados do mar e mobilizam ações de monitoramento, captura segura e prevenção de acidentes na Bahia.

Peixe-leão é capturado perto de banhistas no Porto da Barra, em Salvador

Pelo menos dois peixes-leão foram capturados no Porto da Barra, em Salvador, no último sábado, 5. A presença da espécie invasora em uma área próxima a banhistas preocupa pelo risco de acidentes e pelos impactos sobre a vida marinha.

O animal tem espinhos venenosos que podem causar ferimentos em caso de contato. Também é considerado um predador voraz, capaz de consumir peixes e pequenos crustáceos nativos. No Atlântico, não conta com predadores naturais eficientes, o que favorece sua reprodução e a ocupação de novas áreas.

Registros em Salvador e na Bahia

O instrutor de mergulho Robson Oliveira afirmou que o peixe-leão já havia sido encontrado na capital baiana. Segundo ele, o primeiro exemplar foi capturado aproximadamente nove meses antes, também no Porto da Barra. Depois disso, houve registros no Farol da Barra e em Boa Viagem, além de outros pontos da Baía de Todos-os-Santos.

Robson chamou atenção para a aproximação dos animais de locais frequentados por banhistas. A expansão da espécie também alcançou Porto Seguro, no sul da Bahia. O primeiro registro oficial no município ocorreu em junho, no Parque Natural Municipal Marinho do Recife de Fora. Em aproximadamente um mês, quase 500 exemplares foram retirados do mar.

Porto Seguro criou um plano com medidas de monitoramento, captura, pesquisa e prevenção de acidentes. No estado, o primeiro registro ocorreu em fevereiro de 2025, em Morro de São Paulo.

Treinamento e orientação aos banhistas

A Secretaria do Meio Ambiente da Bahia iniciou ações para capacitar profissionais que atuam no manejo do peixe-leão. Em Salvador, o Curso de Manejo Seguro do Peixe-Leão reuniu gestores públicos, pesquisadores, pescadores artesanais, mergulhadores e outros trabalhadores do litoral. A formação também continuou em Itaparica.

O treinamento aborda identificação, monitoramento, registro, captura, transporte e destinação dos animais, além da prevenção e da resposta a acidentes.

A Salvamar orienta que banhistas e mergulhadores não toquem no peixe-leão. Se o animal for avistado, a recomendação é avisar imediatamente as equipes de salvamento aquático. Em caso de ferroada, a pessoa deve sair do mar por causa do risco de afogamento e buscar atendimento médico o quanto antes.

O contato com os espinhos pode provocar dor intensa, inchaço, vermelhidão, queimação, náuseas, vômitos, tontura e mal-estar. Pesquisadores também relatam maior frequência dos primeiros registros em profundidades superiores a 30 metros, o que torna importante a participação de pescadores, mergulhadores e outros profissionais no monitoramento.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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