Joinville, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Sul

Empresário nega embriaguez em audiência sobre atropelamento de maratonista

Cleydson Cardoso Costa Filho responde por tentativa de homicídio doloso após atingir Emerson Silva Pinheiro em Salvador.

Empresário nega embriaguez em audiência sobre atropelamento de maratonista

O empresário Cleydson Cardoso Costa Filho negou estar embriagado quando atropelou o maratonista Emerson Silva Pinheiro. O interrogatório ocorreu nesta quarta-feira, 9, durante uma audiência de instrução realizada em Salvador. O acidente aconteceu em agosto de 2025.

Cleydson disse à Justiça que havia saído com amigos antes do atropelamento, mas afirmou não ter consumido bebida alcoólica. Em sua versão, ele teria ingerido apenas suco. O acusado respondeu aos questionamentos do juiz, mas não falou com o advogado de acusação, Rogério Matos.

Na chegada ao fórum, Cleydson foi abordado por jornalistas e não concedeu entrevista. O advogado de defesa, João Daniel Jacobina, declarou que o cliente estaria sendo constrangido pela imprensa.

Acusação pede julgamento pelo Tribunal do Júri

Rogério Matos, que representa Emerson, afirmou que espera que o empresário seja levado a júri popular. Para a acusação, os elementos reunidos no inquérito policial e nas três audiências indicam que Cleydson teria assumido o risco de provocar o resultado ao dirigir embriagado e em alta velocidade.

“A expectativa de que Cleydson vá a júri popular é a melhor possível”, afirmou o advogado. Matos disse ainda que, caso a Justiça decida não encaminhar o caso ao Tribunal do Júri, usará os recursos disponíveis para tentar reformar a decisão.

Emerson foi atropelado em 16 de agosto de 2025, enquanto treinava na Avenida Octávio Mangabeira, na região da Pituba, em Salvador. O maratonista sofreu ferimentos graves e precisou amputar a perna direita.

Testemunhas ouvidas durante a investigação relataram que o motorista apresentava sinais de embriaguez. A defesa contesta essa versão, que também foi negada pelo acusado no interrogatório.

O Ministério Público da Bahia denunciou Cleydson por tentativa de homicídio doloso, e a Justiça recebeu a denúncia. Ele responde ao processo em liberdade, com medidas cautelares que incluem monitoramento por tornozeleira eletrônica e suspensão do direito de dirigir.

Após as audiências de instrução, a Justiça deverá decidir os próximos passos da ação penal, entre eles a possibilidade de submeter o acusado a julgamento pelo Tribunal do Júri.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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