Joinville, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Sul

Edivaldo Boaventura marcou gerações com conhecimento e afeto na educação baiana

Professor e advogado foi gestor público, docente da UFBA e um dos nomes ligados à criação das universidades estaduais da Bahia.

Edivaldo Boaventura marcou gerações com conhecimento e afeto na educação baiana

A trajetória do professor e advogado Edivaldo Machado Boaventura é lembrada por sua contribuição à educação baiana e pela forma afetuosa como tratava os estudantes. Nascido em Feira de Santana, ele ocupou funções de destaque na administração pública, na universidade e na cultura do estado.

Boaventura foi Secretário de Educação do Estado da Bahia, Professor Livre-Docente na Universidade Federal da Bahia (UFBA), Presidente do Conselho Estadual de Educação e membro da Academia de Letras da Bahia. Também teve participação na criação da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), formada a partir da reunião de faculdades de formação de professores espalhadas pelo estado.

O professor ainda desempenhou papel estratégico na fundação das universidades estaduais baianas UEFS, UESB e UESC. Sua atuação também alcançou a comunicação, onde exerceu por décadas a função de Diretor-Geral de um jornal baiano.

A sala de aula como espaço de afeto

Durante a década de 1990, Edivaldo Boaventura lecionou Direito Educacional na UFBA. As aulas eram procuradas pelos estudantes de Pedagogia, inclusive porque ele oferecia turmas no período noturno em uma época de pouca disponibilidade nesse horário.

Além do conhecimento sobre a história e a estrutura da educação brasileira, os alunos destacavam a simplicidade, o bom humor e o respeito demonstrados pelo professor. Em semanas com aniversariantes na turma, ele providenciava um bolo para celebrar o fim da aula.

Em outra ocasião, uma estudante engravidou. Boaventura acompanhou a gestação e foi ao hospital no dia do nascimento, levando flores. O gesto expressava a maneira como compreendia o magistério: uma atividade que exige dedicação, conhecimento e sensibilidade diante das alegrias e das dificuldades dos estudantes.

Pai de três filhos, ele também falava com orgulho da família. Mesmo depois da aposentadoria, continuou orientando pesquisadores e ligado ao ensino.

Edivaldo Boaventura permanece como referência em estudos sobre a história da educação baiana, a metodologia científica e o direito educacional. Escolas públicas que levam seu nome mantêm presente a memória de sua atuação. Ele costumava dizer que “a sala de aula é a maior fonte de conhecimento para quem ensina”.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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