Joinville, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
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Clark combina crime real, seis episódios e a atuação de Bill Skarsgård

Minissérie sueca da Netflix acompanha a trajetória de Clark Olofsson e revisita o caso ligado à origem da Síndrome de Estocolmo.

Clark combina crime real, seis episódios e a atuação de Bill Skarsgård
Foto: Divulgação

A minissérie sueca Clark acompanha a trajetória de Clark Olofsson, criminoso associado à origem do termo Síndrome de Estocolmo. Lançada em 2022, a produção tem seis episódios de aproximadamente uma hora e pode ser concluída em cerca de seis horas.

Inspirada na autobiografia de Olofsson, a história percorre o início de sua trajetória criminosa, as prisões, as fugas, os golpes e os relacionamentos. O personagem é interpretado por Bill Skarsgård, que também ficou conhecido por viver Pennywise nas versões recentes de It: A Coisa.

O caso que deu origem ao termo

Um dos momentos centrais ocorre no final de 1973. Na época, Clark estava preso quando um assaltante invadiu o banco Kreditbanken, em Norrmalmstorg, Estocolmo. Uma das exigências do invasor era levar Olofsson ao local para que ele permanecesse junto do assaltante e dos reféns.

Clark ficou no banco durante seis dias e desenvolveu uma relação peculiar com as pessoas mantidas em cativeiro. O episódio ficou associado ao surgimento do termo Síndrome de Estocolmo, usado para descrever situações em que reféns desenvolvem admiração ou paixão por seus sequestradores.

A minissérie, porém, apresenta o caso como parte de uma trajetória mais ampla. Olofsson aparece como ladrão de bancos, fugitivo e conquistador, além de alguém conhecido pelo carisma, pela capacidade de manipular pessoas e pela facilidade em escapar das autoridades.

Uma narrativa construída pelo próprio protagonista

Clark funciona como narrador da própria história. Essa escolha coloca em dúvida a maneira como os acontecimentos são apresentados, já que o personagem tem interesse em construir uma imagem grandiosa de sua vida.

A perspectiva ganha força no sexto episódio, quando a narrativa começa a desmontar a versão criada pelo protagonista e a aproximá-lo de uma figura egocêntrica e narcisista. O comportamento também aparece nas relações com mulheres e parceiros de crime: Clark se aproxima enquanto as pessoas são úteis e se afasta quando deixam de servir a seus objetivos.

Criada e dirigida por Jonas Åkerlund, a produção usa montagens rápidas e ritmo acelerado. A linguagem visual tem influência pop, ligada também à experiência do diretor com videoclipes de Metallica, U2, Beyoncé, Lady Gaga e Queens of the Stone Age.

Formato curto

A história passa rapidamente por prisões, fugas, golpes e relacionamentos. O ritmo também aparece quando a série aborda questões familiares de Clark, mantendo a narrativa em movimento.

No Rotten Tomatoes, a produção registra 85% de aprovação da crítica e 80% do público. Com seis episódios, pode ser assistida em uma maratona de cerca de seis horas ou dividida ao longo dos dias, com alguns capítulos por noite.

A combinação de suspense criminal baseado em acontecimentos reais, formato enxuto, atuação de Bill Skarsgård e dúvida sobre a versão apresentada pelo narrador compõe a proposta de Clark, que chegou à Netflix em 2022.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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