Joinville, Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Sul

Dirigentes da Bamor são presos em investigação sobre tortura na Bahia

Presidente, vice e outros diretores da torcida estão entre os dez detidos em operação do MPBA, que também fechou a sede da associação.

Dirigentes da Bamor são presos em investigação sobre tortura na Bahia

O presidente da Bamor, Matheus Castro, o vice-presidente, Luciano Venâncio, e outros integrantes da diretoria da principal torcida organizada do Bahia estão entre as dez pessoas presas em uma operação que apura denúncias de tortura, roubo, extorsão, ameaça e associação criminosa. A ação foi realizada nesta segunda-feira, 28, pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), com apoio de forças de segurança.

Também foram detidos integrantes que ocupavam as funções de diretor-geral, diretor de sede, diretor de marketing e diretor de patrimônio. Um policial militar está entre os presos. A investigação ainda procura definir o envolvimento individual de cada suspeito.

Denúncias de violência

A sede da Bamor foi fechada por decisão judicial. O imóvel é apontado como o local em que duas vítimas teriam sofrido violência física e psicológica, em julho deste ano, depois de serem levadas para prestar esclarecimentos sobre supostas irregularidades.

As apurações indicam que as vítimas teriam sido pressionadas a admitir os fatos. Diante da negativa, os suspeitos teriam usado agressões e ameaças, incluindo espancamentos, sufocamento e simulação de afogamento. Também são citados objetos como tacos de beisebol, martelo, faca e alicate.

Em um dos episódios, a vítima teria sofrido perfurações nas mãos, queimadura na orelha, sufocamento com saco plástico e afogamento com pano e água. O MPBA também apura ameaças dirigidas a familiares. No outro caso, são investigados o acesso ao celular da vítima e uma transferência financeira feita sob coação.

Além do fechamento do imóvel, foram apreendidos dispositivos eletrônicos, objetos que podem ter sido usados nas agressões, bens das vítimas e outros materiais considerados relevantes para o inquérito. O MPBA informou que a medida não significa que a Bamor, como associação, seja investigada criminalmente. As providências têm como alvo os integrantes apontados como suspeitos.

Mandados e investigação

Ao todo, a operação cumpriu 10 mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão. A coordenação foi do Gaeco, grupo do MPBA voltado ao combate às organizações criminosas e às investigações criminais.

Participaram da ação equipes do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), do Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc) e da Força Correcional Especial Integrada (Force), ligada à Corregedoria-Geral da Secretaria da Segurança Pública.

Também atuaram unidades da Polícia Militar, incluindo os batalhões de Choque, Especializado de Policiamento de Eventos (Bepe), de Operações Policiais Especiais (Bope) e o 31º Batalhão da PM. A operação teve ainda a participação do Patamo, da Superintendência de Telecomunicações da SSP (Stelecom) e da Corregedoria da Polícia Militar.

As autoridades analisam o material recolhido e realizam novas diligências para esclarecer a participação dos presos e reunir elementos sobre os crimes investigados.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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