O Distrito Federal registrou o maior crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) entre as unidades da Federação do Centro-Oeste no segundo trimestre deste ano. A economia da capital avançou 2,9% na comparação com o mesmo período do ano passado, com forte participação do setor de serviços.
Os serviços representam 95% da economia do Distrito Federal e cresceram 3% no período. A agropecuária teve alta de 4,7%, enquanto a indústria recuou 1,2%. O relatório atribui a queda industrial ao desempenho negativo da construção civil.
No conjunto do Centro-Oeste, o PIB cresceu 1,6% em relação a 2025. O resultado ficou abaixo dos 2% divulgados pelo IBGE para a economia brasileira na comparação com o mesmo período de 2025. Todas as unidades da Federação analisadas apresentaram crescimento.
O Mato Grosso do Sul teve alta de 2,5%, enquanto Mato Grosso e Goiás avançaram 0,5% cada. O Distrito Federal respondeu por 57% do crescimento regional. Na sequência, vieram Mato Grosso do Sul, com 23%, Mato Grosso, com 10%, e Goiás, com 9%.
Os serviços foram responsáveis por 70% da expansão da economia do Centro-Oeste. O setor avançou ou permaneceu estável em todas as unidades analisadas, principalmente por causa do comércio. É considerado estável o indicador com variação entre -0,1% e +0,1%.
A economista Juliana Trece, coordenadora do núcleo responsável pelo estudo, afirmou que a agropecuária costuma ter grande peso na economia regional. O setor ficou estável no Centro-Oeste, apesar da queda de 5% em Goiás e do recuo de 0,6% em Mato Grosso.
Na indústria, houve crescimento em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás. Os índices foram de 2,4%, 3,1% e 3,1%, respectivamente. O Distrito Federal foi a única unidade com retração, de 1,2%.
Na comparação por setor, os resultados da agropecuária foram de 4,7% no Distrito Federal, 7,3% em Mato Grosso do Sul, -0,6% em Mato Grosso e -5,0% em Goiás. Nos serviços, as variações foram de 3,0%, 0,1%, 1,1% e 1,0%, na mesma ordem.








