Joinville, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Guarani avança para votar SAF enquanto Ponte Preta reinicia processo

Rivais de Campinas vivem etapas diferentes na busca por investimento privado para enfrentar dificuldades financeiras.

Guarani avança para votar SAF enquanto Ponte Preta reinicia processo
Foto: Reprodução

Guarani e Ponte Preta enfrentam dificuldades financeiras, mas estão em estágios diferentes na tentativa de criar uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Enquanto o Bugre se aproxima da decisão sobre a transferência de 90% de sua futura SAF ao grupo de Roberto Graziano, a Macaca ainda precisa reconstruir o processo desde o início.

No Guarani, a votação está prevista para 2 de outubro. O clube analisa um contrato de 83 páginas apresentado pelo grupo de Graziano, com previsão de investimentos de até R$ 1,075 bilhão. O projeto inclui a construção de um estádio e de um centro de treinamento, aportes no futebol e recursos para enfrentar o passivo incluído na recuperação judicial.

Proposta do Guarani será analisada pelos conselheiros

Pelo modelo apresentado, o grupo interessado ficaria com 90% da SAF, enquanto o clube associativo manteria 10%. Antes da votação, os conselheiros discutem as garantias oferecidas, os prazos estabelecidos e os mecanismos de proteção ao patrimônio do Guarani.

A proposta ainda não foi concluída. O clube, porém, já tem um contrato formal, conhece o grupo interessado no controle da SAF e tem definidos os percentuais destinados ao investidor e à associação.

Na Ponte Preta, a assembleia realizada em 19 de setembro tratou apenas da autorização para criar a SAF. Dos 384 associados presentes, 234 votaram a favor e 150 foram contrários. A aprovação exigia dois terços dos votos previstos no estatuto, e a proposta precisava de mais 22 votos para alcançar esse percentual.

Com a rejeição, uma possível oferta próxima de R$ 1 bilhão, valor mencionado pela diretoria, não chegou à análise oficial dos associados. O investidor não havia sido apresentado publicamente.

Ponte terá de refazer etapas internas

Para retomar a discussão, a Ponte Preta precisará formar uma comissão, elaborar pareceres, passar pela análise dos conselhos e convocar uma nova assembleia. O clube, assim, voltará às primeiras etapas da tentativa de implantação da SAF.

A dívida da Ponte é estimada em cerca de R$ 380 milhões. O clube também enfrenta atrasos, saída de jogadores, protestos e dificuldades com despesas do cotidiano. O Guarani tem um passivo elevado e uma recuperação judicial complexa, além de buscar recursos para reorganizar as finanças e voltar a competir em um nível mais alto.

A diferença entre os rivais está no estágio político e institucional das negociações: o Guarani se prepara para decidir sobre uma proposta formal, enquanto a Ponte Preta ainda precisa reconstruir o caminho para que uma eventual oferta seja analisada.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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