A Associação Desportiva Ferroviária está na fase final do processo para se transformar em Sociedade Anônima de Futebol (SAF). A pendência relacionada à Junta Comercial foi resolvida, e o clube agora trabalha em ajustes contábeis para concluir a formalização da nova empresa, informou o presidente do quadro Associativo, Carlos Farias.
A criação da SAF recebeu aprovação dos sócios em julho, por 29 votos a 1. Desde então, a Desportiva Ferroviária vem cumprindo as etapas burocráticas necessárias. De acordo com Farias, os investidores já visitaram as estruturas do clube e começaram a avaliar ações no estádio, a busca por recursos e possíveis melhorias no gramado.
“Acho que em poucos dias a gente tem a conclusão disso, são detalhes”, afirmou o dirigente. Farias também declarou que pretende concluir a criação da SAF e zerar o débito trabalhista antes de deixar a presidência, no final do ano.
A origem ligada à Vale
A Desportiva Ferroviária foi criada em 1963 a partir da união de funcionários da antiga Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), uma mineradora multinacional brasileira. O escudo do clube combina um trilho de trem com uma bola de futebol dos anos 1960, em referência à origem ferroviária.
Durante três décadas, a mineradora custeou despesas da equipe e descontou mensalidades diretamente na folha de pagamento de milhares de ferroviários. A Vale do Rio Doce também cedeu o terreno para a construção do Estádio Engenheiro Alencar de Araripe e ajudou a financiar as obras. O estádio recebeu o nome de um diretor da empresa na época da criação do clube.
A relação terminou após a privatização da estatal em 1997. Atualmente, a Desportiva está totalmente desvinculada da Vale. Entre a fundação e 1997, o clube conquistou 15 dos seus 18 títulos estaduais. Depois do fim do vínculo, foram três conquistas em quase 30 anos, com a última em 2016. A equipe não chega à final do Campeonato Capixaba desde 2017.









