Joinville, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Outros esportes

Bellintani critica redução de estrangeiros e propõe equipes B no futebol brasileiro

Dirigente avalia que a mudança pode abrir espaço para jovens, mas reduzir a competitividade do futebol nacional.

Bellintani critica redução de estrangeiros e propõe equipes B no futebol brasileiro

Guilherme Bellintani afirmou nesta segunda-feira, 21, que a redução gradual do limite de estrangeiros no Campeonato Brasileiro pode abrir espaço para jogadores brasileiros, mas também gerar perdas esportivas e econômicas para a competição. A mudança foi aprovada pelos clubes das Séries A e B em reunião com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e começará em 2027.

Hoje, os clubes podem relacionar nove estrangeiros por partida. O número cairá para oito atletas em 2027 e será reduzido gradualmente até chegar a cinco em 2030. Londrina, Bahia e Flamengo votaram contra a proposta.

Dono do grupo Squadra Sports, que administra clubes como Londrina e Ypiranga, de Salvador, Bellintani disse que a medida pode favorecer principalmente os jogadores mais jovens. “A queda do número de estrangeiros abre mais espaço para o jogador brasileiro”, afirmou.

O dirigente, porém, avaliou que o futebol brasileiro pode perder competitividade após ampliar sua presença no mercado sul-americano nos últimos anos. Na visão dele, o limite menor também pode afetar a capacidade econômica e esportiva do Campeonato Brasileiro. Bellintani declarou que a decisão integra um processo de mudanças no futebol nacional.

Proposta por equipes B

Durante a reunião, Bellintani defendeu que clubes das Séries A, B e C possam criar equipes B para disputar competições específicas. A ideia, segundo ele, aumentaria o número de partidas para atletas formados nas categorias de base. Barcelona, Benfica e Porto foram citados como exemplos de clubes europeus com times secundários.

A proposta se relaciona às mudanças aprovadas pela CBF para ampliar a participação de atletas sub-23. Em 2027, os clubes poderão inscrever até 50 jogadores no Brasileirão, sendo pelo menos 20 com até 23 anos. Essa proporção também crescerá gradualmente até 2030.

Mais tempo de bola em jogo

Bellintani também elogiou as medidas adotadas pela CBF para combater a cera e aumentar o tempo de bola em jogo. Conforme os dados apresentados pela entidade, a média da Série A passou de 53min54s até a 22ª rodada para 58min43s entre a 23ª e a 28ª rodada. O acréscimo foi de 4min49s por partida.

Para o dirigente, as alterações nas regras e na organização dos jogos podem deixá-los mais dinâmicos. “Isso melhora muito o espetáculo, valoriza a nossa competição”, afirmou.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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