O Athletico tem 11 jogadores estrangeiros em seu elenco e aparece entre os clubes da Série A com maior presença de atletas nascidos fora do Brasil. Vasco e Internacional lideram o levantamento, com 12 cada. Botafogo também tem 11, enquanto Flamengo e Grêmio somam 10.
A CBF aprovou mudanças para limitar a presença de estrangeiros relacionados por partida no Campeonato Brasileiro. Atualmente, cada equipe pode levar até nove jogadores nascidos fora do Brasil para um jogo. A partir de 2027, o limite será reduzido para oito e cairá gradualmente até chegar a cinco em 2030.
Os clubes continuarão autorizados a manter quantos estrangeiros desejarem em seus grupos, mas precisarão adequar a lista de relacionados para as partidas. Entre os 20 times da Série A de 2026, nove atualmente ultrapassam a marca de oito atletas estrangeiros no elenco.
Números da Série A
A elite do Campeonato Brasileiro reúne 161 estrangeiros nos elencos profissionais, o maior número registrado. Em 2025, eram 157. A quantidade corresponde a cerca de 25% do total de jogadores, percentual inferior ao de ligas como a Premier League, com 72%, o Campeonato Italiano, com 69%, o Alemão, com 55%, e o Espanhol, com 42%.
A Argentina é o país que mais fornece jogadores aos clubes brasileiros, com 49 atletas. Depois aparecem Uruguai, com 31, Colômbia, com 30, e Equador e Paraguai, com nove cada. O Mirassol é o único clube da Série A sem estrangeiros no elenco.
Jogadores nascidos no Brasil que se naturalizaram para defender outras seleções não entram na contagem da CBF. É o caso de Jorginho, do Flamengo, que defendeu a Itália, e Maurício, do Palmeiras, que disputou a Copa do Mundo pelo Paraguai. Técnicos estrangeiros também ficam fora da regra.
Debate sobre a mudança
Helder Melillo, diretor executivo da CBF, afirmou que a entidade identificou uma redução no espaço dos jogadores brasileiros sub-23 e relacionou o cenário ao aumento de estrangeiros. Segundo ele, a medida pretende ampliar as oportunidades para essa faixa etária.
Flamengo e Bahia, que tem nove estrangeiros, foram os únicos clubes da Série A a votar contra a decisão.
Roger Machado avaliou que a regra pode ajudar na abertura de espaço para jovens, mas ressaltou que a mudança precisa ser acompanhada por investimento na base, profissionais, estrutura e uma transição até o time principal. O treinador também defendeu ações voltadas ao fortalecimento do futebol amador.
Thiago Freitas, diretor da Roc Nation Sports no Brasil, criticou a limitação. Para ele, a medida reduzirá o intercâmbio e prejudicará clubes capazes de buscar jogadores em diferentes países.








