A minissérie Inventando Anna alcançou 512 milhões de visualizações na Netflix em apenas um mês. Lançada em 2022, a produção acompanha Anna Sorokin, que usava o nome Anna Delvey e dizia ser uma herdeira alemã para entrar na elite de Nova York.
A identidade inventada permitiu que Anna se aproximasse de pessoas influentes e convencesse diferentes círculos sociais de que tinha uma fortuna milionária. Enquanto construía a imagem de socialite, ela obtinha dinheiro, bens e serviços. A farsa foi descoberta e passou a ser investigada.
A investigação por trás da série
A história ganhou repercussão após ser investigada pela jornalista Jessica Pressler em uma reportagem publicada na revista New York. O trabalho serviu de inspiração para a produção da Netflix.
Na adaptação, Jessica aparece como Vivian Kent, personagem interpretada por Anna Chlumsky. A repórter acompanha o caso, reúne informações sobre a trajetória de Anna e tenta entender como ela conseguiu enganar pessoas influentes. Durante a investigação, Vivian visita a jovem, que aguarda julgamento em uma prisão de Nova York. A apuração também se mistura a questões pessoais e profissionais da jornalista.
A série amplia o foco para mostrar as pessoas atraídas pela falsa herdeira e as relações de poder baseadas em aparência e prestígio. Em determinado momento, Anna se aproxima da possibilidade de obter um empréstimo milionário em dois dos maiores bancos dos Estados Unidos. O dinheiro seria usado para criar uma instituição dedicada às artes, com a própria Anna em uma posição de destaque.
Episódios e elenco
A produção tem nove episódios, com duração média de uma hora. O capítulo final chega a 1h22, e a minissérie completa dura pouco mais de nove horas. A narrativa usa cortes rápidos, telas divididas e outros recursos visuais para manter o ritmo.
Julia Garner interpreta Anna e explora as diferentes identidades assumidas por Delvey, além da postura confiante e dos momentos de vulnerabilidade da personagem. O sotaque combina referências à origem russa, à identidade alemã inventada e à cultura norte-americana.
No início dos episódios, um aviso reforça que a produção não deve ser vista como um relato totalmente factual: “Esta história é completamente verdadeira. Exceto pelas partes que foram totalmente inventadas”. A trama parte do caso para abordar riqueza, poder, responsabilidade e a facilidade com que determinados sistemas podem ser manipulados.








