SÃO PAULO — A Justiça suspendeu novamente a Assembleia Geral convocada para votar a reforma do estatuto do Corinthians. Esta é a quarta interrupção do procedimento, que estava marcado para 19 de setembro de 2026.
A liminar foi concedida pelo desembargador relator Maurício Campos da Silva Velho após recurso apresentado pelos conselheiros vitalícios Ademir de Carvalho Benedito, Alexandre Husni e Guilherme Gonçalves Strenger. A decisão impede a realização da votação e a implementação das alterações estatutárias até o julgamento da apelação ou uma nova deliberação judicial.
Os conselheiros argumentaram que o artigo 97, alínea “M”, do estatuto não teria sido respeitado. A alegação é de que caberia ao Conselho de Orientação (Cori) propor mudanças no documento.
Motivos apontados no recurso
O pedido também questionou a aprovação dos 11 temas incluídos na reforma. O texto-base do anteprojeto havia sido rejeitado em reunião do Conselho Deliberativo, em 4 de maio.
Ao analisar o caso, o relator considerou haver risco de dano grave e de difícil reparação. Entre as mudanças previstas estavam alterações diretas no processo eleitoral de 2026 e no direito de voto dos associados.
O desembargador afirmou que, se a votação fosse realizada e a reforma acabasse anulada posteriormente, atos eleitorais praticados sob as novas regras poderiam gerar consequências de difícil recomposição. A decisão ressaltou que a suspensão tem caráter temporário e pode ser revertida.
Em nota, Romeu Tuma Junior, presidente do Conselho Deliberativo do Sport Club Corinthians Paulista, confirmou a suspensão e disse que o órgão cumprirá a determinação judicial. “A Presidência do Conselho Deliberativo do Sport Club Corinthians Paulista comunica que a Assembleia Geral Extraordinária convocada para 19 de setembro de 2026 (amanhã) está suspensa”, afirmou.
A nota informa que a medida foi tomada pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo após o questionamento da regularidade do processo de reforma estatutária e da convocação da Assembleia.








