O Brasil poderá enfrentar pelo menos seis ondas de calor até dezembro de 2026, conforme análise divulgada pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). A passagem do Super El Niño também deve provocar períodos de estiagem e elevar o risco de incêndios florestais.
As temperaturas podem ficar até 3°C acima do normal. Os primeiros efeitos são esperados para setembro, com calor intenso no Centro-Sul e aumento das chuvas na Região Sul. Norte e Nordeste devem registrar as maiores consequências relacionadas às temperaturas elevadas.
Risco de incêndios
Cerca de 560 municípios estão em nível de alerta alto para incêndios associados à estiagem e ao calor. O levantamento foi feito em conjunto pelo Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).
A estimativa é que 35% do território nacional possa ser queimado, o equivalente a mais de 3 milhões de quilômetros quadrados. O alerta máximo abrange áreas entre a Amazônia e o Pantanal.
Registros anteriores
A previsão para 2026 não supera o recorde registrado no Brasil entre agosto e dezembro de 2023 e 2024, quando foram contabilizadas nove ondas de calor. Esse foi o maior número desde o início dos registros, em 1979. A média do país é de quatro ocorrências por ano, distribuídas entre as estações.








