Joinville, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

Renan Santos propõe limitar autonomia universitária e reformular Fies e ProUni

Candidato do Missão criticou a gestão das universidades públicas e defendeu mais ensino técnico no ensino médio.

Renan Santos defende fim da autonomia nas universidades e critica gestão das instituições públicas
Foto: Reprodução/TV Globo

Renan Santos, candidato à Presidência pelo Missão, defendeu o fim da autonomia universitária e mudanças no financiamento público do ensino superior. As declarações foram feitas nesta quinta-feira (10), durante um evento na Câmara Americana de Comércio (Amcham Brasil), em São Paulo.

O candidato afirmou que o Brasil destina ao ensino superior valores semelhantes aos de países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mas não alcança resultados proporcionais. Na avaliação dele, a principal dificuldade está na administração dos recursos. Renan classificou a gestão das universidades públicas brasileiras como “uma porcaria”.

Para o candidato, as instituições públicas devem seguir interesses definidos pela população, já que são financiadas com recursos públicos. Em um eventual governo, ele disse que direcionaria investimentos para pesquisa, extensão, produção de tecnologia, saúde, biotecnologia e inteligência artificial. Israel, Singapura, China e Japão foram citados como exemplos.

Fies, ProUni e ensino técnico

Renan também defendeu a restrição e a reformulação do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e do Programa Universidade para Todos (ProUni). Segundo ele, os programas podem levar estudantes a instituições privadas de baixa qualidade e, no caso do financiamento, provocar endividamento.

O candidato afirmou que o financiamento público deveria ser destinado apenas a universidades privadas que considerasse “muito boas”. Também disse que pretende priorizar o ensino técnico já no ensino médio, em vez de concentrar a formação na obtenção de diplomas universitários.

Ao comentar o modelo educacional da Alemanha, Renan declarou: “50% dos estudantes saem com o ensino técnico já do ensino médio, prontos para ter um emprego”. Ele sustentou que o país passou a valorizar diplomas sem registrar aumento proporcional da produtividade.

Na avaliação do candidato, o crescimento do número de diplomas nos últimos anos não foi acompanhado por melhora nos índices internacionais de produtividade, que, segundo ele, ficaram estagnados em relação ao mundo.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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