CRICIÚMA — Funcionários do Hospital Público Materno Infantil de Criciúma (HMISC) protestaram nesta quarta-feira (17) para cobrar do Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (IDEAS) o pagamento de direitos trabalhistas. O presidente do Sindisaúde, Cléber Cândido, afirma que quase 480 trabalhadores enfrentam problemas relacionados às rescisões de contrato.
O prazo para o recebimento das verbas rescisórias terminou na terça-feira (16), mas os valores não foram pagos. De acordo com Cândido, os trabalhadores também não receberam os termos de rescisão, documentos necessários para solicitar benefícios relacionados ao desemprego e sacar o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço).
O presidente do sindicato também relata que médicos estão há mais de três meses sem receber salários. Ele afirma que situação semelhante já havia ocorrido com servidores do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Para Cândido, os problemas têm se repetido na administração de hospitais públicos por organizações sociais.
Tentativas de acordo
O Sindisaúde procurou o Governo do Estado de Santa Catarina para pedir a liberação dos termos de rescisão, mesmo sem o pagamento imediato das verbas. A entidade afirma que a solicitação não foi atendida. Segundo o sindicato, também não houve resposta a ofícios nem a mensagens enviadas pelo WhatsApp.
A expectativa da entidade é resolver a situação até a próxima semana. Caso isso não aconteça, os funcionários poderão viajar para Florianópolis em ônibus organizados pelo sindicato, com o objetivo de pressionar o governo estadual e a Secretaria da Saúde.
Médicos cobram pagamentos
Em nota, o Corpo Clínico Médico do Hospital Materno Infantil Santa Catarina informou que os honorários referentes a abril e maio de 2026 continuam pendentes. Os profissionais cobraram providências da Organização Social IDEAS, antiga gestora, e do Governo de Santa Catarina.
Os médicos afirmaram que a mudança de gestão não retira a responsabilidade pelos pagamentos. A categoria disse que continua atendendo a população, mas pediu a quitação urgente dos valores em atraso.








