Joinville, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

Documento ligado a aliado de Flávio prevê parceria mineral entre Brasil e EUA

Apresentação com a marca da campanha de Flávio Bolsonaro estima até US$ 100 bilhões em investimentos no setor mineral.

Terras raras: plano com marca de Flávio Bolsonaro prevê parceria com EUA
Foto: Divulgação

Um documento elaborado por André Marinho, candidato do Novo ao governo do Rio de Janeiro e aliado do senador Flávio Bolsonaro (PL), propõe uma parceria entre Brasil e Estados Unidos para explorar e processar minerais críticos e terras raras em um eventual governo do senador.

Produzida em inglês, a apresentação tem 22 páginas e se chama “Prosperity Partnership” (“Parceria para a Prosperidade”). A capa traz a inscrição “Flávio Bolsonaro | 2026 Campaign”, enquanto as demais páginas exibem uma logomarca com o nome do senador e o slogan do documento.

Alinhamento com os Estados Unidos

O material prevê que o Brasil deixe de atuar apenas como exportador de matéria-prima e reduza a dependência das cadeias chinesas de processamento. A proposta também defende o alinhamento com os Estados Unidos para a criação de um sistema alternativo de abastecimento de minerais.

Entre as medidas estão alterações na legislação minerária e no licenciamento, apoio americano à demanda por minerais brasileiros, processamento dos recursos no país, associação entre capital dos Estados Unidos e ativos brasileiros e integração a um bloco de fornecedores alinhados a Washington. O plano ainda classifica os minerais críticos como ativos de segurança nacional.

A apresentação contrapõe o projeto à política do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), descrita no documento como “pró-China”. O material afirma que uma eventual continuidade de Lula poderia fazer o Brasil se tornar fornecedor de matérias-primas para a China, perder oportunidades industriais e deixar passar uma janela de reorganização das cadeias de suprimentos americanas.

A alternativa defendida seria um governo de Flávio com alinhamento ocidental, aceleração regulatória, integração entre política industrial e mineração e atração de capital. Para os Estados Unidos, a proposta prevê menor dependência da China e maior segurança no fornecimento destinado a setores como inteligência artificial, defesa, transição energética e mobilidade elétrica.

Projeções e negativa de Marinho

Em um período de dez anos, o documento estima investimentos de US$ 50 bilhões a US$ 100 bilhões em mineração, refino e processamento. A previsão inclui ainda a criação de 500 mil a 1 milhão de empregos e impacto de 1,5 a 2,5 pontos percentuais no Produto Interno Bruto (PIB).

Os metadados do arquivo apontam André Marinho como autor. Ele confirmou a elaboração, mas afirmou que o estudo foi feito por iniciativa própria, sem relação com a campanha de Flávio Bolsonaro e sem apresentação a autoridades dos Estados Unidos.

O documento é datado de 19 de março deste ano. Cerca de duas semanas depois, Marinho viajou aos Estados Unidos e se reuniu com o vice-presidente americano, J.D. Vance. Em maio, Flávio também esteve em Washington, onde encontrou Vance e o presidente Donald Trump. Marinho negou que a viagem tivesse relação com o estudo.

“Esse estudo foi uma iniciativa exclusivamente minha e estava armazenado em meu dispositivo”, afirmou Marinho. Ele também disse que seu pai não teve acesso ao material e que não houve pedido, orientação ou iniciativa da campanha de Flávio Bolsonaro sobre o documento.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.

Mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5