Joinville, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

Atuação de Eduardo nos EUA preocupa campanha de Flávio Bolsonaro

Aliados temem que pedidos de sanções contra Alexandre de Moraes reaproximem Flávio Bolsonaro de Donald Trump na reta final da eleição.

Eduardo articula contra o Brasil nos EUA e pode prejudicar Flávio Bolsonaro, reconhecem aliados

Aliados de Flávio Bolsonaro (PL) avaliam que a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos pode reabrir problemas para a campanha do candidato nas duas semanas anteriores ao primeiro turno. O receio é que novos pedidos de sanções contra autoridades brasileiras voltem a associar Flávio ao presidente norte-americano Donald Trump e ao chamado “fantasma do tarifaço”.

Interlocutores da campanha consideram que o vínculo com Trump perdeu espaço entre as críticas dos adversários. Também apontam como resultado positivo a estratégia de associar politicamente o presidente Lula (PT) ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

O incômodo aumentou com a atuação de Eduardo em território norte-americano. O ex-deputado tem defendido novas sanções contra Moraes e afirma solicitar punições formais ao ministro durante suas agendas nos Estados Unidos. Em Vitória da Conquista, na Bahia, Flávio tentou afastar a ideia de interferência estrangeira na eleição: “Quem resolve a eleição é a gente aqui”.

No mesmo dia, Eduardo afirmou que pede sanções a Moraes em todos os lugares onde vai e disse que os Estados Unidos não condicionam suas decisões ao calendário eleitoral brasileiro. A equipe de Flávio não trata os ataques ao ministro como o principal problema, já que o próprio candidato elevou o tom contra Moraes e passou a explorar a crise envolvendo o STF nas críticas a Lula. A preocupação está na possibilidade de a candidatura voltar a ser vinculada às ações de Trump.

O temor se relaciona ao desgaste provocado por uma ofensiva comercial anterior de Trump contra produtos brasileiros. Na ocasião, medidas de retaliação econômica foram associadas à situação de Jair Bolsonaro (PL) e a decisões do Judiciário brasileiro, enquanto Eduardo defendia sanções nos Estados Unidos. Segundo a avaliação dos aliados, o episódio forneceu argumentos para adversários responsabilizarem a família Bolsonaro pelos prejuízos econômicos e pelo impacto das tarifas.

Eduardo afirma que também tenta impedir novas retaliações aos exportadores brasileiros. Ao mesmo tempo, auxiliares de Flávio consideram positiva a cobrança feita pelo governo dos Estados Unidos ao Palácio do Planalto sobre o combate ao crime organizado.

Em documento enviado ao Congresso norte-americano, Trump afirmou que o governo brasileiro falhou no enfrentamento ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV), classificados por Washington como entidades terroristas. A campanha pretende usar a cobrança sobre segurança pública nos discursos contra Lula, mas sem assumir diretamente a autoria ou a responsabilidade pelas medidas adotadas pelo governo norte-americano.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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