Joinville, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

PF indicia Carlos Bolsonaro e Ramagem em investigação sobre monitoramento ilegal na Abin

Investigação aponta uso de estrutura clandestina para rastrear pessoas e autoridades e confirma atuação de Jair Bolsonaro no esquema.

Abin paralela: entenda indiciamento de Carlos Bolsonaro e Ramagem

A Polícia Federal concluiu, nesta terça-feira (17), a investigação sobre o uso ilegal de ferramentas de monitoramento na Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Mais de trinta pessoas foram indiciadas, incluindo o vereador Carlos Bolsonaro (PL) e o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ).

Carlos Bolsonaro é apontado pela PF como chefe do chamado “gabinete do ódio”. Conforme a investigação, o grupo teria usado informações obtidas pela estrutura conhecida como “Abin paralela” para produzir e disseminar conteúdos nas redes sociais contra adversários políticos do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ramagem, que foi diretor da Agência Brasileira de Inteligência durante o governo Bolsonaro, é apontado como o principal responsável pela organização do monitoramento ilegal. A investigação também confirmou a atuação de Jair Bolsonaro por organização criminosa. Segundo a PF, o ex-presidente sabia como a estrutura funcionava, não adotou medidas para interromper as atividades e utilizou o esquema em benefício próprio.

O nome de Bolsonaro não aparece necessariamente na lista formal de indiciados porque ele já responde pelo mesmo crime na ação do golpe. A justificativa é o princípio da vedação da dupla incriminação, que impede uma pessoa de responder duas vezes pelo mesmo fato.

Rastreamento de celulares

As apurações indicam que policiais, servidores e funcionários da Abin formaram uma organização criminosa para monitorar pessoas e autoridades públicas. O grupo teria invadido celulares e computadores sem autorização judicial, com foco em desafetos do governo Bolsonaro.

O relatório da PF aponta uso irregular do sistema israelense de geolocalização FirstMile, desenvolvido pela empresa Cognyte, antiga Verint. A ferramenta teria permitido rastrear até 10 mil celulares por ano nos três primeiros anos do governo Bolsonaro e foi utilizada especialmente em 2021, período pré-eleitoral.

Ministros do STF, deputados e jornalistas também teriam tido suas localizações rastreadas pela estrutura. As defesas dos indiciados foram procuradas e as manifestações são aguardadas.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.

Mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5