Joinville, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
Brasil

PF mira produtora e deputado em investigação sobre verba ligada a Dark Horse

Operação Make Up apura suposto desvio de emendas parlamentares destinadas a entidades ligadas à produção do filme sobre Jair Bolsonaro.

PF faz operação para investigar suposto desvio de emendas para filme 'Dark Horse'
Foto: Reprodução e Câmara dos Deputados

A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União cumprem 49 mandados de busca e apreensão na operação Make Up, que investiga um suposto desvio de recursos públicos relacionados ao financiamento do filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Não há mandados de prisão na ação.

Entre os alvos estão a produtora Karina Gama e o deputado federal Mario Frias (PL-SP). Também são realizadas buscas no Instituto Conhecer Brasil (ICB) e na Academia Nacional de Cultura (ANC), entidades de propriedade de Karina. A empresa Go Up, produtora do filme, não está entre os alvos dos mandados.

O caso é relatado pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). O inquérito, que tramitava em São Paulo, foi transferido para a Corte. A investigação apura a suspeita de que uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados tenha direcionado recursos de emendas parlamentares a uma organização da sociedade civil e, depois, a empresas subcontratadas irregularmente. Também não haveria comprovação de que os serviços foram prestados.

A PF afirma ter identificado movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas ligadas ao suposto esquema. Os investigadores apuram peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios. Auditoria da CGU apontou suspeita de desvio de uma emenda de R$ 2 milhões indicada por Frias para entidades ligadas a Karina, com gastos sem comprovação.

Frias é roteirista e produtor-executivo de “Dark Horse”. Em maio, ele afirmou ao STF que as emendas destinadas a organizações não governamentais ligadas à produtora não haviam sido enviadas para “qualquer produção cinematográfica”. Os citados na operação ainda não se pronunciaram.

Outras investigações sobre o filme

Há outra investigação no STF, sob relatoria do ministro André Mendonça, sobre repasses feitos pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, a pedido do senador Flávio Bolsonaro. O inquérito examina o caminho desse dinheiro.

Em delação premiada assinada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) em 8 de agosto, Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido como “Mineiro”, disse que a empresa Entre Investimentos fez repasses para o fundo Havengate, nos Estados Unidos. As transações ocorreram de janeiro a setembro de 2025 e somaram US$ 12,333 milhões, valor equivalente a R$ 62,8 milhões pela cotação de setembro de 2025.

Mineiro afirmou que fez sete repasses em subscrições de cotas. O fundo é administrado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. A PF investiga se todo o dinheiro foi destinado ao filme ou se parte teve outros usos.

Contrato em São Paulo

O Instituto Conhecer Brasil também é investigado pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil por causa de um contrato de R$ 108 milhões com a Prefeitura de São Paulo para instalar pontos de wi-fi gratuitos na periferia.

O acordo previa 5 mil pontos até junho de 2025, mas 3.200 haviam sido instalados até a data informada. Três aditivos alteraram o prazo de entrega, e o Ministério Público apura se houve concorrência na contratação.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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