Joinville, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

PF aponta inatividade do Havengate antes de repasses para filme de Bolsonaro

Relatório afirma que fundo norte-americano ficou inoperante por quase 4 anos antes de receber recursos ligados a “Dark Horse”.

Relatório da PF sobre “Dark Horse” contraria versão de Flávio

O relatório da Polícia Federal sobre o financiamento de “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL), aponta que o fundo norte-americano Havengate ficou sem atividade operacional por quase 4 anos antes de receber recursos ligados ao filme. A conclusão contraria a versão apresentada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato do PL à Presidência.

O documento se tornou público depois que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, retirou o sigilo das investigações na 6ª feira (11.set.2026). Segundo a PF, o Havengate foi criado em 2020 nos Estados Unidos e recebeu o primeiro repasse do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, em fevereiro de 2025.

A transferência, no valor de US$ 2.000.000, ocorreu em 13 de fevereiro de 2025. O relatório afirma que o dinheiro foi enviado pela Entre Investimentos para financiar a produção cinematográfica. A empresa, conforme as investigações, realizou repasses de Vorcaro ao fundo norte-americano.

Em maio, Flávio declarou durante entrevista à GloboNews que o Havengate era um fundo exclusivo criado para a realização do filme. O documento da PF, porém, registra que o fundo havia sido originalmente criado para fins imobiliários e estava sem operação imobiliária ativa antes de ser reativado para receber as remessas internacionais.

O Havengate é administrado por Paulo Calixto, advogado de imigração de Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Flávio também afirmou que escolheu o fundo por ser administrado por um profissional de confiança do irmão e negou que os recursos tivessem beneficiado Eduardo nos Estados Unidos.

Nos arquivos liberados, uma manifestação da Procuradoria-Geral da República afirma que Eduardo “orientou” os recursos nos Estados Unidos. Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro foram procurados para comentar o relatório da PF, mas não responderam até a publicação das informações.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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