Joinville, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

MPSC pede condenação de ex-chefe da Polícia Civil de SC no caso Orelha

Órgão aponta uso da investigação para promoção pessoal e cobra indenização de até quase R$ 800 mil; defesa nega improbidade.

Caso do cão Orelha: MP aponta improbidade de ex-delegado-geral de SC e pede indenização de quase R$ 800 mil

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pediu a condenação de Ulisses Gabriel, ex-delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, por improbidade administrativa no caso do cão Orelha. O órgão também requer indenização que pode chegar a quase R$ 800 mil.

A promotoria sustenta que Ulisses teria ultrapassado os limites da comunicação institucional e usado a visibilidade do cargo para construir uma imagem pessoal e política durante a investigação. Entre os argumentos apresentados está o número de publicações feitas nas redes sociais: mais de 40 no perfil do ex-delegado-geral, contra sete nos canais oficiais da Polícia Civil.

Segundo o MPSC, a exposição teria contribuído para o crescimento de 75 mil seguidores no Instagram. A ação pede ainda R$ 200 mil por dano moral coletivo e uma multa equivalente a até 24 vezes o salário recebido por Ulisses na época do caso.

Defesa nega irregularidades

Representada pelo escritório Mathaus Agacci Advogados, a defesa afirma que demonstrou no processo a inexistência de ato de improbidade administrativa. Também sustenta que Ulisses atuou dentro da legalidade, com transparência e respeito às atribuições institucionais, e nega desvio de finalidade ou conduta dolosa.

A defesa aguarda o julgamento da ação e afirma confiar na improcedência dos pedidos formulados pelo Ministério Público.

Investigação foi arquivada

A morte do cão Orelha ocorreu em janeiro deste ano e provocou comoção. A suspeita inicial era de que o animal tivesse morrido após agressões cometidas por um grupo de jovens. Depois de cinco meses de investigação, porém, o caso foi arquivado pela Justiça de Santa Catarina a pedido do Ministério Público, sob alegação de falta de provas.

A apuração da Polícia Civil recebeu críticas por falhas e incoerências. Após a exumação do corpo, um laudo apresentado pelo MPSC indicou que o cachorro tinha uma doença óssea grave, capaz de explicar as lesões na cabeça.

No pedido de arquivamento, os promotores registraram que não era possível descartar a hipótese de as lesões terem relação com o estado de saúde do animal, e não com uma ação física externa. A Justiça aceitou o relatório.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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