Joinville, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

Flávio é acusado de usar crise no STF para adiar fim da escala 6×1

Avaliação atribuída a Leonardo Sakamoto aponta que articulações de Flávio Bolsonaro levaram o Senado a postergar a votação da PEC.

Colunista do UOL aponta que Flávio aproveitou a crise no STF para barrar o fim da escala 6x1

A crise no Supremo Tribunal Federal (STF) abriu espaço para que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e aliados adiassem a votação da proposta de emenda à Constituição que prevê o fim da escala 6×1. A avaliação é de Leonardo Sakamoto, que aponta que a articulação ocorreu enquanto os desdobramentos do caso Banco Master dominavam o noticiário.

A PEC havia sido aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), na quarta (2). Depois disso, Flávio procurou Davi Alcolumbre, presidente do Senado, e afirmou que a votação poderia desequilibrar as eleições. Alcolumbre anunciou que a análise deve ocorrer ainda em 2026, mas somente depois do pleito.

A decisão é vista no governo federal e entre senadores da base e da oposição como um adiamento que poderia dificultar a aprovação da proposta. Dois terços do Senado estão em disputa nesta eleição, fator apontado como um dos principais incentivos para que parlamentares apoiassem a mudança.

Apoio à proposta e alternativa apresentada

Na Câmara, 472 dos 513 deputados votaram a favor da alteração. A medida também teria apoio de cerca de 70% da população e, conforme o texto, reúne defensores em diferentes correntes ideológicas, do lulismo ao bolsonarismo. A aprovação da PEC é apresentada como uma aposta do presidente Lula (PT) para melhorar sua popularidade na reta final da campanha.

Colunista do UOL aponta que Flávio aproveitou a crise no STF para barrar o fim da escala 6x1

Antes de atuar pelo adiamento, Flávio tentou aprovar uma proposta de remuneração por hora trabalhada. A alternativa manteria a escala 6×1 como limite e deixaria eventuais reduções de jornada ou de dias trabalhados para negociação entre patrão e empregado.

Após a proposta alternativa não avançar na CCJ, Flávio passou a articular diretamente contra a votação da PEC. Embora critique o fim da escala 6×1, ele não declarou publicamente que votaria contra a matéria. “Nós vamos trabalhar pela liberdade, para que o trabalhador brasileiro possa escolher a sua própria carga horária de trabalho ou como é que vai trabalhar”, afirmou.

Na CCJ, o senador Rogério Marinho (PL-RN), autor da proposta alternativa da oposição e coordenador da campanha de Flávio, chegou a pedir vista. A análise foi retomada uma hora depois. Marinho também tentou incorporar trechos de seu texto à PEC do fim da escala 6×1, mas a iniciativa foi rejeitada.

Durante o debate, Marinho afirmou que reduzir a jornada sem diminuir salários elevaria os custos. O relator Omar Aziz (PSD-AM) reagiu e questionou se os deputados do PL que votaram a favor da proposta na Câmara também seriam considerados incompetentes. Apenas 11 dos 97 deputados do PL votaram contra o fim da escala 6×1, em maio.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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