Joinville, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

Delator diz à PGR que fez sete pagamentos ao fundo de Dark Horse

Antonio Carlos Freixo Júnior afirmou que transferiu US$ 12,3 milhões ao Havengate a pedido de Daniel Vorcaro.

Dark Horse: Delator confirma 7 pagamentos para fundo de advogado de Eduardo Bolsonaro, diz jornal
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O operador financeiro Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, afirmou à Procuradoria-Geral da República (PGR) que realizou sete transferências para o fundo Havengate. Os pagamentos totalizaram US$ 12,3 milhões, cerca de R$ 69 milhões, e teriam sido feitos a pedido do banqueiro Daniel Vorcaro.

Com sede nos Estados Unidos, o Havengate é administrado pelo advogado de imigração Paulo Calixto, que é próximo de Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O fundo financiou Dark Horse, filme sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro, com estreia prevista para depois das eleições deste ano.

As transferências foram realizadas entre fevereiro e setembro de 2025. A última delas, no valor de US$ 1,66 milhão, cerca de R$ 9 milhões na época, já havia sido divulgada. Segundo Mineiro, também houve entregas de dinheiro em espécie, inclusive em malas, a pessoas indicadas por Vorcaro. O operador disse não saber para que esses recursos foram usados.

A Polícia Federal e a PGR investigam se parte do dinheiro destinado, em tese, ao filme também pode ter bancado a permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. O ex-deputado se mudou para o Texas em fevereiro de 2025 e alegou perseguição política no Brasil.

Nesta terça-feira (8), às 14h, a defesa de Mineiro estará no gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF). A reunião vai analisar a voluntariedade, a regularidade e a legalidade da colaboração, antes da decisão sobre a homologação do acordo.

Gastos do filme

Uma perícia privada contratada pela Go Up Entertainment calculou o custo de Dark Horse em US$ 13,39 milhões, equivalentes a R$ 75,18 milhões na cotação utilizada pelo perito Anísio Costa Castelo Branco. Do total, 72% das despesas teriam ocorrido nos Estados Unidos e 28% no Brasil. Entre as cinco etapas do projeto, somente as filmagens foram feitas no país.

O levantamento registrou US$ 2,69 milhões na etapa inicial, chamada de soft production, e US$ 2,66 milhões na pré-produção. A produção consumiu US$ 1,97 milhão; a pós-produção, US$ 1,96 milhão; e o desenvolvimento, US$ 383,2 mil.

No mês passado, a PF pediu à Go Up informações sobre aspectos financeiros, contratuais e operacionais do filme. A produtora enviou a resposta na última sexta-feira (4). A empresa nunca lançou um filme nos cinemas brasileiros.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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