Joinville, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

Defesa de Flávio Bolsonaro pediu quatro vezes mudança em investigação sobre filme

Advogados tentaram levar de Flávio Dino para André Mendonça a apuração sobre emendas destinadas a entidades ligadas a “Dark Horse”.

Defesa de Flávio Bolsonaro tentou quatro vezes redirecionar de Dino para Mendonça investigação sobre 'Dark Horse'
Foto: Luiz Silveira/STF

A defesa do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro tentou quatro vezes transferir do ministro Flávio Dino para André Mendonça a investigação sobre a destinação de emendas parlamentares a entidades relacionadas à produtora de “Dark Horse”, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro.

Os dois primeiros pedidos foram enviados ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. As outras duas solicitações foram encaminhadas diretamente a Dino. Em uma delas, os advogados afirmaram que Mendonça deveria assumir também essa apuração, pois já conduzia outras investigações sobre o filme.

A defesa sustentou que o protocolo das petições na ADPF nº 854 teria criado uma prevenção artificial de Dino para os fatos. "Demonstrou-se que o protocolo das petições no âmbito da ADPF nº 854 não se deu por acaso", disse a defesa.

O que é investigado

As apurações envolvem repasses de R$ 62,8 milhões feitos por Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, a pedido de Flávio Bolsonaro. Também estão sob análise a possível destinação de parte desse dinheiro para bancar o ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos e a indicação de emendas parlamentares para entidades ligadas à produtora.

Mario Frias e Karina Gama, dona da Go Up, foram alvos da ação. A operação foi autorizada por Dino, que apurou informações sobre um suposto esquema de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares, informou a Polícia Federal (PF).

A PF afirmou ter identificado movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas ligadas ao esquema. A investigação considera suspeitas de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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