Dados fornecidos pela Meta e pela Claro à Justiça Eleitoral apontam o cabo da Polícia Militar de Santa Catarina Bruno Francisco da Silva como um dos administradores do perfil @opovocomjorginho, no Instagram. A página, que reúne pouco mais de 1,5 mil seguidores, apoia Jorginho Mello (PL) e tem Carlos Bolsonaro entre os seguidores.
O perfil se apresenta como uma página independente de uma apoiadora e informa ser não oficial. A identificação do policial ocorreu depois que o PSD acionou o Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) por causa de uma publicação sobre uma pesquisa do Instituto Futura. O levantamento acabou suspenso por não informar a delimitação da área de coleta.
Intimada em julho, a Meta removeu o conteúdo. Os registros encaminhados pela plataforma e pela Claro permitiram relacionar a publicação a um acesso feito na casa da vice-governadora Marilisa Boehm (PL), em nome de Francisco.
A Polícia Militar informou que o cabo “está atualmente lotado em funções de segurança de responsabilidade governamental”. A Secretaria de Comunicação do governo declarou que “desconhece o caso”.
Depois da identificação, o PSD pediu ao TRE-SC que Bruno Francisco da Silva seja incluído como parte na ação e receba uma notificação. O partido também solicitou que a Polícia Militar informe se o agente estava lotado na residência da vice-governadora ou integrava a equipe de assessores dela.
A legenda levantou a possibilidade de que a estrutura e o horário de trabalho do servidor tenham sido utilizados em atividade político-eleitoral. Os pedidos ainda se referem à apuração apresentada na ação, sem conclusão sobre a responsabilidade do cabo pela administração do perfil.









