Joinville, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

Candidata eliminada em concurso no Maranhão toma posse como delegada após decisão judicial

Ariana Sampaio Sousa ficou em 2.018º lugar na prova objetiva de seleção realizada em 2017 e assumiu o cargo em 12 de maio de 2025.

Candidata eliminada em concurso no Maranhão toma posse como delegada após decisão judicial
Foto: Polícia Civil do Maranhão

Ariana Sampaio Sousa tomou posse como delegada da Polícia Civil do Maranhão em 12 de maio de 2025, quase oito anos após ser eliminada na primeira fase do concurso. A nomeação ocorreu depois de uma decisão judicial favorável à candidata, que havia terminado na 2.018ª colocação da prova objetiva.

A sentença foi proferida pelo juiz Osmar Gomes dos Santos, da 1ª Vara da Fazenda Pública de São Luís, e publicada em 7 de abril de 2025. A Procuradoria-Geral do Estado recorreu, e o caso ainda será analisado pelo Tribunal de Justiça do Maranhão. A permanência de Ariana no cargo depende do resultado do processo.

Resultado na prova e regras do concurso

Realizado em 2017, o concurso previa inicialmente 20 vagas para delegado: 15 para ampla concorrência e cinco destinadas a pessoas com deficiência e candidatos negros. O edital também estabelecia cadastro de reserva com 80 nomes.

A cláusula de barreira permitia que apenas os 225 primeiros colocados da ampla concorrência avançassem para a prova discursiva. Ariana ficou fora desse grupo, embora tenha atingido a pontuação mínima, com 60 acertos entre as 100 questões. A defesa também afirma que ela alcançou o aproveitamento mínimo de 50% em cada grupo de disciplinas.

Por ter sido eliminada após a prova objetiva, Ariana não participou das etapas seguintes da primeira fase: prova discursiva, avaliação de títulos, exames médicos, teste de aptidão física e avaliação psicológica.

Argumentos apresentados na Justiça

A defesa alegou que a Lei Estadual nº 12.212/2024 permitiu ao governo flexibilizar a cláusula de barreira para convocar candidatos ao Curso de Formação Profissional e formar o cadastro de reserva. Com base nessa legislação, sustentou que Ariana poderia continuar no concurso.

A Procuradoria-Geral do Estado contesta esse entendimento. O órgão afirma que as regras do edital devem ser mantidas e que a lei alcançaria somente candidatos considerados aptos em todas as fases da primeira etapa. Também apontou um possível “efeito multiplicativo”, com candidatos eliminados em outros concursos recorrendo à Justiça.

Atualmente, Ariana atua como delegada em uma unidade policial de Bacabal. O recurso do governo aguarda julgamento pelo Tribunal de Justiça do Maranhão.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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