SALVADOR — A estiagem já levou 88 municípios da Bahia a decretar situação de emergência. O cenário é agravado por incêndios florestais em diferentes regiões do estado, que discute medidas de reforço com representantes da Defesa Civil Nacional.
Entre as alternativas avaliadas estão o apoio às cidades para a locação de carros-pipa e a compra de combustível, desde que os requisitos legais para a liberação dos recursos sejam cumpridos. Atualmente, cerca de 600 carros-pipa estão em operação na Bahia.
Para o combate ao fogo, as possibilidades incluem a mobilização de aeronaves, equipes das Forças Armadas e bombeiros de outros estados, conforme a necessidade e o acionamento dos protocolos previstos. A resposta aos incêndios conta com 178 bombeiros mobilizados. Em 86 dias de operação, foram realizadas 661 intervenções.
Abastecimento e produção rural
A reunião também tratou do acesso à água para consumo humano e animal. Foi apresentado um levantamento de poços já perfurados, com dados sobre vazão e qualidade da água. A partir dessas informações, a estratégia é definir quais estruturas podem ser instaladas ou aproveitadas para atender áreas com dificuldades de abastecimento.
O Estado ainda avalia com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) medidas de apoio à alimentação dos rebanhos afetados pela estiagem. A possibilidade tem como foco agricultores familiares e comunidades que dependem diretamente da produção rural para o sustento.
Mais de 85% do território baiano está no Semiárido, onde vivem aproximadamente 700 mil famílias de agricultores familiares. Comunidades tradicionais, como fundos e fechos de pasto, estão entre as mais expostas aos períodos prolongados de seca. Essas áreas também registram ocorrências de incêndios florestais.
A liberação das modalidades de apoio depende do cumprimento dos procedimentos legais e da comprovação das situações de emergência exigidas para cada medida. Por isso, os recursos e as estruturas só poderão ser mobilizados após o atendimento aos critérios previstos.








