A Geração Z registra a menor frequência sexual já identificada em uma pesquisa do Instituto Kinsey. Entre 2.373 jovens americanos de 18 a 29 anos entrevistados, 29% afirmaram não ter feito sexo nos últimos três meses.
O levantamento também indicou que 19% nunca tiveram um parceiro sexual, sinal de um início mais tardio da vida sexual. Apesar disso, apenas 18% disseram estar insatisfeitos com a vida sexual atual. Para 42%, o sexo não é uma prioridade neste momento, diante de outros objetivos, como trabalho e crescimento pessoal.
Desejo e dificuldades para encontrar parceiros
A redução não está necessariamente ligada à falta de libido. Entre os entrevistados solteiros, 74% declararam ter desejo sexual moderado ou muito alto. Ao mesmo tempo, 66,5% disseram ter poucas oportunidades de conhecer um parceiro sexual.
Outros 65,5% afirmaram estar cansados de usar aplicativos de relacionamento, entre eles Tinder, Badoo e Bumble. As condições financeiras também aparecem entre os obstáculos: 43% relataram que a situação econômica e o fato de ainda morarem com os pais atrapalham os relacionamentos.
Conteúdo erótico online
Nesse contexto, conteúdos disponíveis na internet passaram a ocupar espaço na vida sexual de parte desses jovens. Sites de venda de material erótico, como Privacy e OnlyFans, são citados como alternativas associadas à masturbação.
De acordo com os dados do Instituto Kinsey, 38% dos integrantes da Geração Z afirmaram encontrar algum tipo de consolo sexual e emocional em conteúdos eróticos online.








