RECANTO DAS EMAS — Imagens de uma câmera de segurança registraram um homem colocando fogo em entulhos no terreno onde o corpo de um recém-nascido foi encontrado carbonizado, na última sexta-feira (25), no Distrito Federal.
O vídeo mostra o homem caminhando pela rua até o local. Pouco depois, as chamas começam, e ele retorna na mesma direção alguns minutos mais tarde. A Polícia Civil identificou o homem, que prestou depoimento e afirmou ter o costume de queimar lixo no terreno para evitar o acúmulo. Ele disse que não percebeu a presença do corpo.
Após tomar conhecimento do caso, ele compareceu à delegacia para apresentar sua versão. O delegado Zander Vieira Pacheco afirmou que o homem, a mãe do bebê e o companheiro dela se conheciam apenas de vista. A princípio, ele não deve ser indiciado pela morte da criança, mas poderá responder por crime ambiental ou incêndio, conforme o resultado da perícia.
Investigação sobre a morte
A mãe, Luana da Silveira Fonseca, de 35 anos, e o companheiro, Wellington Ferreira da Cruz, de 56, vão responder por infanticídio. O caso está na Justiça.
Segundo o delegado, os médicos não conseguiram determinar o momento exato da morte. Em depoimento à Justiça, Luana afirmou que o bebê nasceu no vaso sanitário e teria se afogado logo depois do parto. Inicialmente, ela havia dito que a criança nasceu morta.
Luana foi solta após audiência de custódia, no sábado (26), e responde em liberdade, com medidas cautelares. Wellington teve a prisão em flagrante convertida em preventiva e continua preso. A decisão judicial considerou suficientes as medidas cautelares para a mulher e citou o histórico criminal do companheiro, além de elementos encontrados na residência do casal que fragilizam a versão apresentada.
Outras imagens mostram Luana saindo de casa com uma sacola, indo ao local onde o corpo foi achado e retornando. Conforme a polícia, Wellington aparece indicando onde ela deveria deixar a sacola. Ele afirmou em depoimento que não era o pai do recém-nascido.








