Joinville, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Sul

Era Uma Vez Minha 1ª Vez leva descobertas da adolescência ao cinema

Adaptação de Thalita Rebouças acompanha quatro amigas diante de paixões, sexualidade, autoestima e amadurecimento.

Era Uma Vez Minha 1ª Vez leva descobertas da adolescência ao cinema
Foto: Divulgação

Chegou aos cinemas na última quinta-feira, 17, Era Uma Vez Minha 1ª Vez, adaptação do livro homônimo de Thalita Rebouças. Dirigido por Claudia Castro, o filme acompanha Teresa, Clara, Tuca e Patty, interpretadas por Letícia Braga, Castorine, Lívia Silva e Duda Matte, durante as descobertas e inseguranças da adolescência.

Na história, as quatro amigas decidem estabelecer uma meta em comum: deixar de ser virgens antes da formatura. A partir desse ponto, cada uma enfrenta expectativas, dúvidas e experiências próprias, em ritmos diferentes. A primeira experiência sexual funciona como ponto de partida para uma narrativa que também trata de amizade feminina, autoestima, diversidade e amadurecimento.

Mudanças na adaptação

Segundo Thalita Rebouças, a versão para o cinema preserva a essência do livro, mas atualiza aspectos da história e inclui discussões que não estavam presentes na obra original. Uma das principais mudanças está em Pathy, personagem interpretada por Duda Matte.

No livro, Pathy não lida bem com sexo. No filme, ela passa a ser apresentada como uma jovem que conhece o próprio corpo e incentiva as amigas a conversar sobre masturbação e prazer. A alteração permite abordar de forma mais direta a sexualidade e as diferentes maneiras de viver a adolescência.

A produção também amplia a presença da diversidade de gênero e de raça. Para a autora, a arte pode abrir espaço para essas discussões, que não apareciam da mesma forma na época da publicação do livro.

Amizade e amadurecimento

Embora o sexo esteja na premissa, o longa evita tratar a virgindade como o único assunto relevante na vida das personagens. As protagonistas lidam com as primeiras paixões, as pressões relacionadas à aparência e a necessidade de se encaixar nas expectativas dos outros.

O humor é usado para tratar de assuntos delicados sem afastar os temas mais sérios. Thalita afirma que desenvolveu esse equilíbrio ao longo de 26 anos de carreira e que ele faz parte de sua maneira de escrever.

A amizade entre Teresa, Clara, Tuca e Patty ocupa o centro da narrativa. Juntas, elas atravessam as inseguranças e percebem que não existe um momento universalmente correto para viver essas experiências. O filme também acompanha o amadurecimento de cada uma, sem estabelecer uma fórmula para a passagem da adolescência à vida adulta.

Para Thalita, a identificação entre diferentes gerações está ligada à permanência de sentimentos como a preocupação com a aparência, a intensidade e as angústias. A autora afirma ainda que mostrar personagens com quem os adolescentes possam se identificar ajuda a reforçar que eles não estão sozinhos durante o processo de amadurecimento.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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