O envelhecimento dos cães pode ser percebido por mudanças no sono, no comportamento, na mobilidade e na forma como eles interagem com a família. No Dia do Cão Idoso, celebrado em 1º de outubro, especialistas orientam os tutores a observar esses sinais e adaptar a rotina dos animais.
A psicóloga Juliana Sato, especialista em vínculo humano-animal e luto pet, explica que a chegada da fase sênior também pode transformar a relação entre o cão e a família. “Esse reconhecimento raramente é gradual. Ele costuma vir de repente, a partir de um detalhe. Nesse instante, a família entende que o tempo passou, e isso mexe com ela”, afirma.
Entre as alterações comportamentais mais comuns estão irritabilidade, ansiedade, isolamento e maior dependência dos tutores. No entanto, essas mudanças não devem ser atribuídas automaticamente à idade ou à personalidade do animal. Segundo Juliana, é necessário investigar outras causas antes de considerar o comportamento um traço permanente.
“Chamamos de teimoso o cão que talvez não esteja ouvindo, de manhoso o que pode estar sentindo dor e de birrento o que está desorientado”, diz a especialista. Para ela, toda mudança nova deve ser levada ao veterinário.
Sinais e cuidados na fase sênior
Os cães idosos também podem apresentar fios grisalhos, principalmente no focinho, e perda de brilho na pelagem. A redução da atividade é outro sinal: o animal pode dormir mais e demonstrar menos interesse por brincadeiras longas.
Problemas articulares, como artrite, podem dificultar a locomoção, inclusive para subir em sofás ou caminhar por períodos prolongados. Também é possível notar redução na visão, com catarata, e na audição.
Para preservar o bem-estar, os tutores devem respeitar a autonomia do animal sempre que possível, permitindo que ele faça escolhas, mantenha seus rituais e continue participando da rotina da família. A orientação inclui flexibilizar horários, manter os móveis no mesmo lugar e oferecer um espaço tranquilo e seguro.
Passeios e brincadeiras devem respeitar os limites do cão e as orientações do veterinário. O acompanhamento profissional é fundamental, assim como o registro de mudanças no sono, no apetite, no humor e nos hábitos para levar às consultas.








