O governo da Bahia manteve por mais 180 dias a emergência zoossanitária decretada em razão da presença do vírus da influenza aviária de alta patogenicidade, o H5N1, em aves silvestres. A decisão vale para todo o território baiano e foi assinada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT).
A renovação foi publicada no Diário Oficial do Estado e tem efeito retroativo a 18 de julho deste ano. O prazo consta no Decreto nº 24.811, de 14 de setembro.
A emergência havia sido estabelecida originalmente em julho de 2023, depois que uma ave silvestre marinha da espécie trinta-réis-real foi diagnosticada com H5N1. O animal foi encontrado em Caravelas, no extremo sul da Bahia, em junho daquele ano. Três pessoas que tiveram contato com a ave foram monitoradas, sem apresentar sintomas gripais.
Com a prorrogação, seguem as ações de vigilância e prevenção conduzidas pelos órgãos de defesa agropecuária e de saúde.
Cuidados recomendados
A influenza aviária é uma doença infecciosa que atinge principalmente aves, mas também pode infectar mamíferos, inclusive seres humanos. O vírus pode ser eliminado por animais infectados na saliva, em secreções respiratórias e nas fezes. A transmissão para pessoas é considerada rara e está associada principalmente ao contato direto e sem proteção com animais infectados ou ambientes contaminados.
O Ministério da Saúde informa que a transmissão do H5N1 entre pessoas é muito rara e, quando ocorre, é limitada, ineficiente e não sustentada. A recomendação é não tocar em aves silvestres doentes ou mortas e comunicar os órgãos responsáveis pela vigilância quando esses animais forem encontrados.
O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) também orientou a população baiana a evitar o contato direto com aves silvestres, especialmente espécies marinhas e migratórias.








