TAGUATINGA — O Centro Administrativo do Distrito Federal (CAD) começou a receber servidores após 12 anos sem ocupação. A primeira transferência será da Secretaria de Obras, que deve levar cerca de 4 mil funcionários para o complexo, construído na via Elmo Serejo, em Taguatinga.
Nesta fase, os servidores vão trabalhar em dois ou três blocos já prontos. Os prédios receberam reparos nos pisos e nas instalações hidráulicas e elétricas, além de intervenções para conter infiltrações, rachaduras e sinais de depredação. Também foram realizados cuidados na infraestrutura e no paisagismo.
O planejamento do Governo do Distrito Federal prevê que, depois da Secretaria de Obras, o local receba equipes da Governadoria e da Casa Militar. Para marcar o início da ocupação, foram hasteadas as bandeiras do Brasil, do Distrito Federal e do Mercosul diante do prédio da Governadoria.
O complexo fica em uma via que dá acesso ao Túnel Rei Pelé. A pista recebe cerca de 60 mil veículos por dia no sentido Plano Piloto. Ao todo, o espaço tem 182 mil metros quadrados e 16 prédios construídos.
Histórico do complexo
O empreendimento foi erguido por meio de uma Parceria Público-Privada entre o Governo do Distrito Federal e um consórcio formado por Via Engenharia e Odebrecht. O contrato previa investimento de R$ 6 bilhões e duração de 22 anos. As empresas também seriam responsáveis pela manutenção, segurança e limpeza, com previsão de receber R$ 17 milhões mensais pelos serviços após a inauguração.
Como o projeto não foi inaugurado, os pagamentos não foram realizados. Via Engenharia e Odebrecht afirmam ter gasto cerca de R$ 1,5 bilhão na construção do Centrad e tentam recuperar o valor investido.
Em 2020, a 4ª Vara de Fazenda Pública do Distrito Federal proibiu o governo de repassar recursos ao consórcio. A Parceria Público-Privada foi anulada em 2022. Desde então, o governo assumiu a segurança do complexo, que é alvo de invasão, vandalismo e depredação.








