Joinville, Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Sul

Briga após corrida por aplicativo deixa passageira em estado grave no Distrito Federal

Thayná Nogueira Gayoso Sousa fraturou o maxilar e passou por cirurgia; motorista e passageiras apresentaram versões diferentes à polícia.

Briga após corrida por aplicativo deixa passageira em estado grave no Distrito Federal
Foto: Reprodução

Uma discussão durante uma corrida por aplicativo terminou em uma briga generalizada na noite de domingo (27), em Vicente Pires, no Distrito Federal. Uma das três passageiras, Thayná Nogueira Gayoso Sousa, sofreu uma fratura no maxilar e passou por cirurgia nesta segunda-feira (28). Segundo o advogado das mulheres, ela permanecia hospitalizada na última atualização.

As outras passageiras foram identificadas como Isis Zavlyn Bezerra Vaz Fernandes e Éllida Bjork de Freitas Trajano. Imagens feitas após a confusão mostram as três mulheres e o motorista fora do veículo, depois da intervenção de policiais. As passageiras aparecem machucadas, e há manchas de sangue no carro.

O advogado Gabriel Vieira Borba afirmou que o motorista também teria feito ofensas transfóbicas contra Isis, que é uma mulher trans. A acusação não consta no boletim de ocorrência. A defesa do motorista foi procurada e aguardava posicionamento.

Versões apresentadas à polícia

Apenas Isis prestou depoimento à Polícia Civil. Éllida optou por permanecer em silêncio, enquanto Thayná não conseguiu falar por causa das lesões na boca. Segundo a ocorrência, ela deverá depor depois de se recuperar.

No relato de Isis, as três saíam de um estabelecimento quando Thayná solicitou o carro. Durante o trajeto, ela perguntou se seria possível incluir uma parada, mas o motorista negou. Depois, Éllida perguntou se poderia fumar tabaco no veículo. As passageiras disseram que a pergunta era uma brincadeira e que ela não fumaria. Ainda assim, segundo Isis, o motorista teria se exaltado e exigido que todas desembarcassem.

Isis afirmou que, depois de o veículo parar, desceu e recebeu um soco no lado direito do rosto. Ela caiu e ficou momentaneamente desacordada. Thayná teria tentado defendê-la, mas também foi atingida. Éllida teria sido retirada do veículo pelos cabelos, dando início à luta corporal.

A defesa das mulheres confirmou essa versão e disse que elas consideraram inseguro o local onde o motorista pediu que desembarcassem. Gabriel Borba afirmou: “Não estamos falando de um simples desentendimento durante uma corrida”.

Edilson declarou à Polícia Civil que as passageiras entraram no veículo exaltadas e fazendo bagunça. Ele disse que decidiu interromper a viagem e pediu que elas saíssem. Segundo o motorista, uma delas o xingou e o ameaçou de morte. Edilson afirmou ainda ter recebido tapas, murros e chutes, além de ter batido a cabeça, e disse que reagiu em legítima defesa.

Intervenção policial

A briga foi interrompida por uma policial militar que estava de folga e pelo namorado dela, um policial civil. Conforme o boletim, os dois ouviram gritos e encontraram os envolvidos em uma briga generalizada, sem conseguir identificar inicialmente quem havia começado as agressões.

Durante a intervenção, Éllida teria desobedecido às ordens e puxado os cabelos da soldado. A policial relatou que as duas caíram no chão e que outros agentes precisaram intervir. Os relatos registrados na ocorrência também afirmam que Éllida teria tentado alcançar a arma da militar. Ela foi contida e algemada.

A defesa apresentou outra versão: Éllida estaria nervosa e abalada e teria atingido o rosto da policial de forma acidental, sem intenção de agredi-la. Os advogados afirmaram que as circunstâncias ainda deverão ser esclarecidas durante a investigação.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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