O presidente do Vitória, Fábio Mota, voltou a cobrar o Grêmio pela dívida relacionada à transferência do zagueiro Wagner Leonardo. A declaração ocorreu após a vitória do clube baiano no Barradão, nesta segunda-feira, 7, pela 26ª rodada do Brasileirão.
Mota afirmou que o Grêmio ainda não repassou 2,5 milhões de dólares ao Vitória e disse que o clube já recorreu à Justiça. O dirigente também declarou que pretende iniciar uma execução em novembro. “Seria uma injustiça perder para um time caloteiro desse, que deve 2,5 milhões de dólares ao clube”, disse à Rádio Sociedade.
O presidente rubro-negro ainda criticou a ausência da direção gremista no estádio durante a partida. Segundo Mota, os representantes do Grêmio permaneceram no hotel e não foram ao Barradão.
A cobrança já havia sido feita pelo dirigente durante uma entrevista coletiva na última sexta-feira, 4. Na ocasião, ele mencionou os valores que o Grêmio receberia pela classificação na Copa do Brasil e pediu que o pagamento fosse destinado ao Vitória: “Eu espero que os R$ 9 milhões que o Grêmio vai receber por ter passado da Copa do Brasil, ele pague o Vitória.”
Origem da cobrança
O Vitória havia combinado que o Grêmio repassaria parcelas da venda de Wagner Leonardo ao Portimonense, antigo detentor dos direitos econômicos do jogador. Como o clube gaúcho não pagou aos portugueses, o Portimonense acionou a Fifa.
A cobrança foi direcionada ao Vitória, e a entidade aplicou um transfer ban ao clube baiano. A punição impediu temporariamente o registro de atletas, mas foi resolvida posteriormente. Mota também afirmou que o Vitória deixou de cumprir compromissos porque havia incluído os valores não recebidos no planejamento financeiro.









