O Vasco pretende recorrer à Justiça para tentar disputar no Maracanã o jogo de volta da semifinal da Copa Sul-Americana contra o Boca Juniors, previsto para 20 de outubro. O presidente do clube, Pedrinho, afirmou que essa será uma alternativa caso São Januário não seja liberado para a partida.
A declaração foi dada à CazéTV nesta quarta-feira, 30, cinco dias depois de o consórcio Fla-Flu, responsável pela administração do estádio, vetar o pedido vascaíno. “Eu vou judicializar o Maracanã”, disse Pedrinho.
A Conmebol exige que os jogos da semifinal sejam realizados em estádios com capacidade para ao menos 30 mil torcedores. São Januário comporta pouco mais de 20 mil pessoas, segundo as informações apresentadas pelo clube.
Alternativas para o jogo
O Vasco trabalha com o Corpo de Bombeiros, a Polícia e a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) na elaboração de um novo plano de segurança. A proposta precisa comportar o aumento do público e ser apresentada à entidade internacional para viabilizar a realização do jogo em São Januário.
Pedrinho também citou o Nilton Santos, estádio do Botafogo, como possibilidade. A prioridade do presidente, porém, é São Januário, seguido do Maracanã.
O consórcio já havia recusado pedidos anteriores do Vasco para utilizar o Maracanã. Um deles envolvia o Esporte Clube Vitória e outro, o Palmeiras, ambos pela Copa do Brasil. Na Sul-Americana, o estádio também não foi aceito para o confronto com o Santa Fé-COL.
A FLA-FLU Serviços S.A., concessionária do Maracanã, apontou as condições do gramado como fator para a decisão. A empresa relacionou a piora do campo ao El Niño e informou ter preparado um planejamento especial para 2026, com contratação da consultora Maristela Kuhn, maior uso de iluminação e manutenção até o fim do ano. A concessionária também estuda usar o gramado “Celebration Hybrid” em 2027.








