O presidente do Vasco, Pedrinho, trabalha para mandar em São Januário a semifinal da Copa Sul-Americana contra o Boca Juniors. O clube terá o mando do jogo de volta, marcado para 20 de outubro, mas o estádio não atende à exigência mínima de capacidade prevista no regulamento da Conmebol.
A regra exige pelo menos 30 mil lugares. Há possibilidade de exceções, porém a existência de outros dois estádios na cidade — Maracanã e Nilton Santos — dificulta a tentativa vascaína de atuar em sua própria casa.
Pedrinho afirmou que pretende ampliar o espaço destinado aos torcedores do Boca Juniors e citou sua boa relação com Riquelme. Como alternativa, o dirigente considera o Maracanã, onde o Vasco tem contrato. “A minha preferência sempre foi São Januário”, declarou.
O Vasco enviou um ofício ao consórcio responsável pelo Maracanã e estabeleceu prazo de 48 horas para uma resposta. Pedrinho disse que o prazo terminaria no mesmo dia da declaração e que ainda não havia recebido retorno. Para ele, a ausência de resposta indicaria que o estádio não seria liberado.
O presidente também reclamou das restrições para que São Januário receba partidas consideradas de risco, incluindo confrontos contra o Flamengo. Ele afirmou que o Vasco já disputa no estádio jogos desse tipo contra Santos, Cruzeiro e Corinthians e fez um apelo ao poder público e ao BEPE.
Pedrinho disse que não pretende depender do Maracanã para o clássico contra o Flamengo. Segundo ele, embora o rival tenha cláusulas contratuais que permitem negar o uso do estádio, o Vasco possui contrato. “Eu quero que Vasco x Flamengo seja em São Januário”, afirmou.
O dirigente também comparou a segurança de jogos de futebol com a festa de réveillon, citando a presença de 1 milhão de pessoas no evento e defendendo que partidas com 1.500 ou 2 mil torcedores possam ser realizadas em São Januário.








