Marcelo de Lima Henrique encerrou a carreira neste domingo, 13, depois de comandar o empate por 1 a 1 entre Fortaleza e Ceará, na Arena Castelão, pela Série B do Campeonato Brasileiro. Aos 55 anos, o árbitro carioca deixou o gramado emocionado e foi cumprimentado por jogadores, integrantes das comissões técnicas e companheiros de arbitragem.
O Clássico-Rei marcou o fim de uma trajetória de 32 anos no futebol. Após a partida, Marcelo agradeceu pela oportunidade de se despedir no Ceará e em um clássico. “Só gratidão. É o futebol”, afirmou.
Trajetória na arbitragem
Marcelo integrou o quadro da CBF durante 25 anos e esteve na lista de árbitros da Fifa entre 2008 e 2014. Em 2023, alcançou mil jogos na carreira e se tornou o árbitro mais velho a comandar uma partida da Série A do Campeonato Brasileiro.
Sua última atuação na elite nacional havia sido em maio, na vitória do Corinthians por 1 a 0 sobre o Atlético-MG, na Neo Química Arena. A estreia na primeira divisão ocorreu em 2005, também em uma partida com o Corinthians. Na ocasião, o clube paulista perdeu por 3 a 1 para o Botafogo.
Antes da arbitragem, Marcelo tentou seguir carreira como jogador. Goleiro, passou por Flamengo, Bangu, América e Operário-MS, mas não se firmou profissionalmente. A mudança de caminho teve influência do pai, José Henrique Neto, que também foi árbitro durante quase duas décadas.
Ainda jovem, Marcelo fez o curso de arbitragem na Federação de Futebol do Rio de Janeiro, com ajuda financeira do pai após conquistar uma bolsa. No início, trabalhou em torneios amadores, campeonatos de bairro e partidas de futebol de praia, antes de atuar no futebol de campo. Ele também construiu carreira militar e chegou ao posto de primeiro-sargento dos Fuzileiros Navais.
Agradecimento ao futebol do Ceará
Na despedida, o árbitro citou Fortaleza e Ceará e também agradeceu às equipes de menor investimento que fizeram parte de sua trajetória no estado, como Crateús, Crato, Icasa e Atlético Cearense.
Marcelo também elogiou a postura dos dois clubes no clássico e afirmou que o futebol cearense ainda tem espaço para crescer. “Eu deixo minha gratidão ao futebol, ao futebol cearense, e certamente grandes coisas estão por vir”, declarou.
Com o apito final no Castelão, o árbitro encerrou a carreira no futebol brasileiro após passagens por grandes jogos e marcas alcançadas ao longo de mais de três décadas.







