Joinville, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

Cury condiciona apoio a Flávio Bolsonaro a esclarecimentos sobre Dark Horse

Candidato do Avante também exigiu que o presidente do PL assine compromisso de executar seu plano de governo.

Cury condiciona apoio a Flávio Bolsonaro se ‘provar que não tem corrupção’ em Dark Horse

O candidato do Avante à Presidência, Augusto Cury, condicionou um eventual apoio a Flávio Bolsonaro (PL) à comprovação de que não houve corrupção na produção do filme sobre Jair Bolsonaro, chamado Dark Horse. Ele também exigiu que o candidato assine, em cartório, um compromisso de executar seu plano de governo.

Cury descartou apoiar o presidente Lula (PT) em um eventual segundo turno, mas deixou aberta a possibilidade de apoiar Flávio. As declarações ocorreram após uma reunião com representantes de uma gestora de investimentos da Faria Lima, em São Paulo.

“Em relação ao Flávio, ele tem que provar que não tem corrupção. Ele tem que provar para onde foi o dinheiro do 'Dark Horse'”, afirmou Cury. A declaração foi dada horas depois de a Polícia Federal deflagrar uma operação que investiga suspeitas de desvio de recursos de emendas parlamentares destinados à produção do filme.

O candidato do Avante justificou a rejeição a um eventual apoio a Lula citando indicadores de educação que, segundo ele, mostram que o petista não tem condições de melhorar a área. Cury também mencionou aumentos nos feminicídios e no endividamento das famílias.

A última pesquisa Quaest mostra Cury com 8% das intenções de voto, em terceiro lugar na corrida presidencial. O resultado faz com que o apoio do escritor seja disputado pelas duas principais candidaturas.

Declarações de outros candidatos

Renan Santos, candidato do Missão à Presidência, avaliou que a operação da Polícia Federal pode influenciar o desempenho de Flávio nas pesquisas por manter o nome do candidato do PL em evidência. Para ele, o eleitor já demonstrou que não dá importância à corrupção. Renan participou de um ciclo de debates promovido pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil, em São Paulo.

Ao comentar a crise no STF, Renan disse que a possibilidade de quatro nomeações pelo próximo presidente pode levar a uma pacificação na Suprema Corte. Ele afirmou que o novo chefe do Executivo poderá formar uma maioria no tribunal, independentemente de quem vencer a eleição.

Romeu Zema, candidato do Partido Novo, elogiou, em entrevista, a decisão do presidente do Supremo, Edson Fachin, que anulou despachos de André Mendonça e Flávio Dino relacionados ao comando da Polícia Federal. Zema classificou a situação no STF como uma “bagunça” e uma “anarquia”.

A assessoria de Ronaldo Caiado informou que ele foi internado para tratar uma faringite aguda. O objetivo é acelerar a recuperação para que o candidato retome a agenda de campanha o mais breve possível.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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