RIO DE JANEIRO — A 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro realiza nesta sexta-feira, 25, a audiência do leilão da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Vasco. A sessão começa às 14h e poderá encaminhar o destino de 90% das ações colocadas à venda.
A única oferta formal registrada até o momento foi apresentada pela Almirante Participações, empresa liderada pelo empresário Marcos Lamacchia. Ele é enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras, e herdeiro da Crefisa.
Oferta inicial e disputa pelo controle
A Almirante Participações aparece no processo como primeira proponente, em um formato conhecido como “stalking horse”. A proposta serve como referência para que outros interessados, caso participem do leilão, apresentem valores superiores.
Se não houver uma nova oferta ou se nenhuma superar a proposta apresentada, o grupo de Lamacchia terá o caminho encaminhado para assumir o controle da SAF. A conclusão ainda dependerá das aprovações previstas para a operação.
O ativo em disputa é uma UPI Equity, estrutura usada em processos de recuperação judicial para delimitar os bens incluídos na negociação. Com esse modelo, o comprador fica responsável pelos ativos definidos no acordo, sem assumir automaticamente os débitos acumulados antes da operação.
A atual SAF do Vasco deverá criar uma nova sociedade anônima, que fará a transferência das ações ao vencedor. A negociação também envolve direitos ligados à propriedade intelectual da marca Vasco e à utilização de São Januário.
Aporte e aprovações
A proposta prevê R$ 500 milhões destinados exclusivamente ao departamento de futebol. O plano inclui ainda a quitação de passivos associados à recuperação judicial e garantias bancárias.
Somadas as obrigações e os compromissos relacionados, a operação é estimada em aproximadamente R$ 3 bilhões. Antes disso, o clube recebeu um aporte de R$ 40 milhões por meio da modalidade DIP, usada para reforçar o fluxo de caixa durante a recuperação judicial.
Caso seja declarada vencedora, a Almirante Participações ainda dependerá da aprovação do Conselho Deliberativo e da Assembleia Geral do Vasco para concluir a operação.








