A derrota do Bahia por 1 a 0 para o Corinthians, na semifinal do Campeonato Brasileiro Feminino, não diminuiu a confiança de Ju Oliveira na classificação. Após o duelo na Arena Fonte Nova, a meio-campista destacou a trajetória das Mulheres de Aço e o significado que uma possível virada teria para o elenco, a torcida, a Bahia e o Nordeste.
Ju entrou no segundo tempo, no lugar de Ângela Gómez, quando o Bahia buscava aumentar a intensidade no ataque. A equipe passou a ter mais posse de bola, pressionou o Corinthians e criou oportunidades para empatar, mas parou na goleira Nicole. Raquel e Dany Silva também tiveram chances, enquanto Ju acertou a trave nos minutos finais.
“Desde o começo, ninguém acreditava no Bahia nem no projeto do Bahia. Estamos fazendo história e contando essa história todos os dias. O Bahia já é realidade”, afirmou Ju.
Confiança para a decisão
A jogadora avaliou que a temporada de 2026 tem sido marcada por reinvenções. Depois de considerar que não apresentou seu melhor futebol contra o Palmeiras, nas quartas de final, ela seguiu trabalhando para ajudar quando fosse acionada. Diante do Corinthians, participou da mudança de postura do time após o intervalo.
Para Ju, o Bahia precisa manter a intensidade sem transformar a tranquilidade em lentidão. Ela também ressaltou a força do grupo e a importância de todas as jogadoras, destacando o trabalho de Felipe no dia a dia.
O primeiro confronto também estabeleceu marcas para o futebol feminino. A partida na Arena Fonte Nova reuniu 5.811 torcedores, teve o maior público do Brasileirão Feminino de 2026 e registrou o recorde histórico da modalidade na Bahia. Ao fim do jogo, a equipe foi apoiada pelos gritos de “eu acredito” nas arquibancadas.
Apoio em São Paulo
Paulista, Ju espera encontrar familiares e amigos na casa do Corinthians. Ela afirmou que parentes de outras jogadoras também estarão no estádio e que o grupo pretende levar apoio ao Bahia no confronto decisivo.
A meio-campista relacionou a campanha à própria trajetória, iniciada em uma favela de São Paulo, até a chegada ao futebol profissional. Para ela, a história do elenco pode inspirar outras meninas a perseguirem o sonho de jogar futebol.
“Vamos trabalhar forte para conseguir essa classificação histórica, não apenas para nós, mas para a torcida, para o estado da Bahia e para o Nordeste, que merece tanto esse sonho”, disse.
O segundo jogo da semifinal será na próxima segunda-feira, 21, às 21h30, na Neo Química Arena. O Bahia busca uma vaga inédita na final e mantém o objetivo de disputar também pela primeira vez a Libertadores Feminina.








