O técnico do Vitória, Jair Ventura, apoiou a redução gradual do número de estrangeiros permitidos no Campeonato Brasileiro. A mudança foi anunciada pela CBF e aprovada pelos clubes. Para o treinador, a medida pode abrir espaço para atletas formados no país e fortalecer o trabalho das categorias de base.
Ventura defendeu que os clubes tratem a formação de jogadores como investimento, e não como gasto. Ele também avaliou que a limitação deve elevar o critério na contratação de estrangeiros. “Acho que esse limite vai ser legal para oportunizar mais a base, olhar com bons olhos e valorizar os profissionais que trabalham na base”, afirmou.
O técnico rejeitou a associação da regra com xenofobia. Ao comentar o tema, relembrou a experiência que teve no futebol de formação, incluindo o trabalho na Seleção Brasileira Sub-15, Sub-17 e Sub-20 durante três anos. “Vi muitas pessoas falando sobre xenofobia, acho que não tem nada a ver”, declarou.
Crítica à geração de 2011
Jair Ventura também lamentou o baixo aproveitamento de jogadores que se destacaram na conquista do Campeonato Sul-Americano de Futebol Sub-17 de 2011. Entre os nomes daquela equipe estavam Charles, Marquinhos, Emerson Palmieri, Rodrigo Dourado, Andrigo, Adryan e Lucas Piazon.
Segundo o treinador, apenas Marquinhos, atual capitão da Seleção Brasileira, segue atuando no futebol de alto nível entre os integrantes citados. Ventura afirmou que a geração tinha mais de 20 jogadores, mas poucos chegaram ao profissional.
Na avaliação do técnico, a chegada de atletas ao elenco principal pode reduzir as oportunidades para quem está em formação. Ele relacionou esse cenário à necessidade de preservar espaço para os jovens e de valorizar o trabalho realizado nas categorias de base.








