O Grêmio corre o risco de perder a gestão da Arena do Grêmio caso não conclua a permuta da área do Olímpico com a OAS 26 e a Karagounis. Construída por R$ 469 milhões, a arena pode voltar a ser administrada pelas empresas donas do terreno se a troca não for realizada até 2034.
O Olímpico, que foi a casa do Grêmio por quase 60 anos, permanece fechado e abandonado. A demolição do estádio está prevista depois que a permuta for concretizada.
Impasse entre as partes
O acordo de construção da Arena previa uma troca de chaves entre o Grêmio e as empresas que assumiriam definitivamente a propriedade do Olímpico. Em contrapartida, o clube passaria a controlar a arena sem entraves judiciais.
O Grêmio afirma estar preparado para realizar a troca. A nova casa tricolor deixou de estar alienada judicialmente depois que a dívida foi comprada pelo empresário Marcelo Marques, responsável por dois terços, e pelo próprio clube.
As negociações continuam porque a OAS 26 e a Karagounis, empresa vinculada à Caixa Econômica Federal, ainda não assumiram a implementação da permuta. Havia um prazo de resposta até o fim de julho, mas as duas empresas não o cumpriram. O Grêmio afirma que atendeu a todas as obrigações contratuais, enquanto OAS 26 e Karagounis não se manifestaram sobre o caso.
O impasse envolve principalmente as obras de infraestrutura no entorno da Arena. As dívidas relacionadas à construção já não existem, e o Grêmio afirma não ter obrigações financeiras referentes a essa etapa. A maior parte dos investimentos caberia à OAS 26.
O direito de gestão concedido ao Grêmio termina em 2034. Sem a permuta até essa data, a administração da Arena pode retornar à OAS 26 e à Karagounis, proprietárias do terreno.








